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Feijão

Feijão

O inesquecível Ivon Curi ficou famoso com algumas canções bem populares que ele as interpretava maravilhosamente bem. Lembro-me de um delas: feijão, na qual ele conta que era feijão no café da manhã, no almoço, no café da tarde, na janta e até na ceia. Pois bem, noutro dia li um causo na Internet (sem referência ao autor) que era mais ou menos assim:
Um homem tinha verdadeira paixão por feijão, mas ele lhe provocava muitos gases, Criando situações embaraçosas sempre que o comia. Um dia ele conheceu uma garota e se apaixonou. Mas pensou: “Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar desse jeito.” Então fez um sacrifício enorme e deixou de comer feijão”. Pouco depois os dois se casaram. Passados alguns meses, quando ele voltava para casa, seu carro quebrou Ele telefonou para a esposa e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé. No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma maravilhoso do feijão lhe atingiu em cheio. Entrou e comeu três pratos fundos de feijão. Durante todo o caminho,
Foi para casa peidando, feliz da vida. E quando chegou já se sentia bem melhor. A esposa o encontrou na porta e parecia bastante excitada. Ela disse: “Querido, o jantar hoje é uma surpresa”. Então ela lhe colocou uma venda nos olhos e o levou até a mesa, fazendo-o sentar-se à cabeceira. Nesse momento, aflito, ele pressentiu que havia um novo peido a caminho. Quando a esposa estava preste a lhe remover a venda, o telefone tocou. Ela foi atender, mas antes o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse. Ele, claro, aproveitou a oportunidade.
E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor peido. Não foi apenas alto, mas também longo e picotado. Parecia um ovo fritando. Com dificuldade para respirar, devido à venda apertada, ele tateou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar o cheiro. Mas, logo em seguida, teve vontade de soltar outro. Levantou a perna e... RRRRRRRROOOOOOOOUUUUUUUUMMMMM!! Esse, então, soou como um motor a diesel pegando e cheirou ainda pior!...
Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, freneticamente, numa animada e ridícula coreografia. E quando pensou que tudo voltaria ao normal, lá veio a vontade outra vez. Como ouvia a mulher, lá dentro, continuando a falar no telefone, não teve dúvidas: Jogou o peso sobre a outra perna e mandou ver. Desta vez merecia medalha de ouro na categoria. Enxofre puro. As janelas vibraram, a louça na mesa sacudiu, E em dez segundos as flores no vaso sobre a mesa estavam mortas.
Ouvido atento à conversa da mulher no telefone, e mantendo a promessa de nâo tirar a venda, continuou peidando e abanando os braços por mais uns três minutos.. Quando ouviu a mulher se despedir no telefone, já estava totalmente aliviado. Colocou o guardanapo suavemente no colo, cruzou as mãos sobre ele e chegou a sorrir vitorioso, estampando no rosto a inocência de um anjo. Então a esposa voltou à sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, E lhe perguntou se ele havia tirado a venda e olhado à mesa de jantar. Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria lhe removeu a venda e gritou: “SURPRESAAAA!” E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados à mesa para comemorar seu aniversário !
José Lindolfo Fagundes
Enviado por José Lindolfo Fagundes em 10/11/2007
Código do texto: T732077
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Sobre o autor
José Lindolfo Fagundes
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil
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