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SOBRE O BEIJO

     Vinha eu pela rua do Ouvidor, quando se me depara o grande primeiro ator Manuel Pêra. Pela rua do Ouvidor, sim. Sou conservador e a referida via me continua sendo a velha e tradicional rua Ouvidor. Entre mim e o Pêra como que acabava de realizar-se uma transmissão de pensamento, pois ia, mesmo, "torcendo" por vê-lo na cidade. Inteligente e cheio de bossa, poder-me-ia ser bem mais útil do que qualquer literato sediço.
     - Olá, Pêra! Nem de encomenda...
     - Como vai o senhor, Conselheiro?
     - Vinha agora mesmo pensando em me encontrar com você.
     - Que temos de novo?
     - Preciso que você me tire de uma "sinuca".
     - Ora, Conselheiro!... Quem sou eu para acompanhar Nosso Pai fora de hora? Em que posso servi-lo, Conselheiro?
     - Prometi à Alda Garrido escrever, n´O ESPÊTO, uma crônica sobre o beijo, esquecendo-me, no entanto, de que o assunto é dos mais esgotados.
     - Realmente. Vem de quando Adão e Eva se beijaram, pela primeira vez, naquela "marmelada" de maçã, passa pelo beijo de Judas e chega até ao beijo cinematográfico de hoje.
     - De modo que é quase impossível apresentar coisa inédita.
     - O recurso é lançar mão do que há sobre o beijo e fazer novidade na feitura da crônica.
     - Bem lembrado. Então recapitulemos.
     - Comece o senhor.
     - Para o filósofo, o beijo é nada, e, como o nada, pode gerar muita coisa...
     - Para o médico, o beijo é um dos transmissores dessas erupções que não dão em poste da Light...
     
Bergamota
Enviado por Bergamota em 18/11/2005
Código do texto: T73348
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Sobre o autor
Bergamota
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 121 anos
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