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INVENTÁRIO DA NOITE

     A noite tem sentimentos exclusos, corações voadores, sonhos sem dimensão e amores icomensuráveis.

     A lua faz maestria entre as estrelas - conformando o centro de um carrossel divinal e os homens em sua boêmia decantam admiração ao espetáculo celestial.

     Nas ruas mistérios se ocultam pelas esquinas, o vento espalha o enigma frio do opaco e as sombras transfiguram assombrações.

     As aves ropem o silêncio avisando que a madrugada é chegada.

     Os ébrios se atrocidam na forocidade da sede insesante.

     Do leste vêm os sinais avermelhados de que a emoção, pareada com a noite, estam definhando; as aves, mais uma vez, rompem o silêncio, agora para avisar que o senhor sol vem chegando.

     A luz encandecente cega os olhos miópes, quebra os enigmas e desvenda os mistérios, levando a nostalgia que outrora pairava noar.

     A oeste a noite e sua dama de companhia - a lua, se despedem chorando orvalho em um véu longo e majestoso.

     Os sentimentos declinam a fronte em despedida pela que parte - a noite , e em saudação ao que chega - o dia.
ERASMO SIQUEIRA
Enviado por ERASMO SIQUEIRA em 19/11/2005
Código do texto: T73640
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Sobre o autor
ERASMO SIQUEIRA
São José do Egito - Pernambuco - Brasil, 37 anos
10 textos (926 leituras)
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