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CAMPOS DE TRIGO TRISTES

     Quando trabalhava no interior acordava sempre as seis, nunca mais cedo e nunca mais tarde o horário era aquele, tomava café no caminho meu tempo era curto, e eu estava sempre apressado, apesar de conviver naquele sítio já quase a um ano nunca tive tempo para fazer amizades.
     Porém, toda vez que me dirigia à fazenda Cruzeiro, no seu caminho, encontrava com um velhinho trabalhando num campo de trigo, nunca troquei mais de três palavras com ele, nem sei como descobri o seu nome, Olavo, que por sinal era o mesmo de meu pai.
       Aquele senhor me tomava os pensamentos até chegar na fazenda, sempre fiquei imaginando como seria a sua família, se tinha filhos aonde morava, do que deveria gostar, sei lá era um encantamento incompreensivel. Só tinha uma certeza, ele não tinha muitas folgas, passei por aqueles campos em muitos Sábados e feriados, e praticamente em todos ele estava lá trabalhando, apesar de franzino tinha uma força incomum, seu rosto era marcado do sol e do sofrimento de um trabalho pesado, mas o sorriso sempre estava estampado no seu rosto.
    Certa manhã ví naqueles campos de trigo enormes máquinas a trabalhar, faltava algo naquela paisagem... Olavo não estava alí, certamente a tecnologia substituiu os seus braços... como  me fizeram falta aquelas três palavras.
Felipe Rariz
Enviado por Felipe Rariz em 22/11/2007
Reeditado em 23/11/2007
Código do texto: T748137

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Sobre o autor
Felipe Rariz
São Paulo - São Paulo - Brasil, 30 anos
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Felipe Rariz