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Todas as mulheres são loucas...

No livro “Guia prático para um namorado perfeito”, escrito por Felicity Huffman e Patrícia Wolff, as autoras assumem que as mulheres são muito complicadas e tentam provar a teoria de que os problemas de relacionamento vêm do tempo de Adão e Eva, já que, segundo elas, Adão tornou-se o primeiro pobre coitado obrigado a suportar uma mulher mandona e cheia de vontades. Vejam este trecho do livro:

“Deus disse: Não coma desse fruto. Eva disse: Se me ama, experimente. O pobre sujeito tinha Deus de um lado e Eva de outro; estava entre a cruz e a espada. Adão até tentou argumentar com sua garota, advertindo-a dos perigos de desobedecer à lei de Deus, mas ela não o escutava.(...) Talvez Adão fosse apenas um cara normal, tentando fazer sua namorada feliz. Não poderia ser fácil. Nós, namoradas, podemos dar muito trabalho”. E Felicity e Patrícia vão mais longe. O título do primeiro capítulo é uma advertência para nós, homens: “Todas as mulheres são loucas”. Elas devem estar certas. Até porque são mulheres também...

Tive uma namorada que me largou por causa de outro sujeito. Nada mais havendo a fazer, conformei-me e arranjei outra namorada. Meses depois, ela me telefonou:
- Oi, Antonio, tudo bem?
- Tudo.
- Hum, você está tão frio... Zangado comigo?
- Não, está tudo bem.
- Tem certeza? Olha, estou morrendo de saudades de você. Quero voltar!
- Sinto muito, querida, tenho outra já faz meses; até estamos pensando em viver juntos.
- O quê? Cachorro! Mentiroso! E você vivia dizendo que era louco por mim! Foi só eu me afastar um pouquinho e você se arrumou com uma vagabunda qualquer, né, safado? Os homens não prestam mesmo!

Mulheres são loucas mesmo. E não só esposas ou namoradas. Amigas também. Uma amiga virtual deu-me uma bronca porque me esqueci do aniversário dela - cuja data ela nunca me comunicara oficialmente - e duvidou de que ela ainda fosse uma querida amiga minha. Respondi pedindo desculpas e explicando que era muito distraído e que, inclusive, houvera esquecido do aniversário de uma filha exatamente naquele mesmo mês, mas que, até onde eu sabia, não havia motivos para que ela deixasse de ser minha querida amiga. Ela replicou afirmando ter entendido que eu não queria mais ser amigo dela. Putz, ferveu o meu mau gênio de cabra da peste nordestino, mas controlei-me e afirmei delicadamente que não houvera dito nada disso e que continuava seu amigo incondicional. Aí ela respondeu dizendo que já tinha entendido tudo. E me bloqueou no Orkut, Gmail e mais onde pudesse!

Um amigo meu relata que se cansou de ouvir de uma de suas melhores amigas, quando remetia uma piadinha ou um galanteio:
- Olha, cara, não vem que não tem! Tu és muito perigoso, ficas jogando charminho para que as tolas se apaixonem por ti, mas eu não caio na tua lábia, tô vacinada contra sedutores da Net!
Então ele passou a conversar mais sério e menos freqüentemente com ela, que não demorou muito para esbravejar:
- Por que sumiste? Por que ficaste tão frio comigo? Quem é a outra, a bola da vez?

Como dizem Felicity e Patrícia, nós, homens, talvez sejamos apenas caras normais tentando, como Adão, fazer as nossas mulheres felizes.
Tarefa nada fácil, como logo soube o primeiro idiota, que, tendo sucumbido à insistência da Eva para comer a maçã que ela lhe oferecia, foi detonado das delícias do Paraíso e tornou-se o primeiro marido-mandado-por-mulher da história a entrar pelo cano.

E dizem as más línguas que, enquanto arrumavam os bagulhos para caírem fora do Paraíso, Eva buzinava no ouvido do Adão:
- Idiota! A culpa é toda tua! Eu só te ofereci a maçã, não te obriguei a comê-la! Mas vivias morrendo de vontade de comer o diabo da maçã, não é mesmo, cabra safado?

Antonio Maria S Cabral
Enviado por Antonio Maria S Cabral em 26/11/2007
Reeditado em 17/04/2012
Código do texto: T753671
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Maria S Cabral
São Luís - Maranhão - Brasil
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Antonio Maria S Cabral