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Mãe!

Mãe! Como não podemos pensar em ti?

Elas só querem que a amos, nada mais! Como não podemos amar alguém que pede tão pouco, diante do que nos dá?

Uma pergunta que não consigo responder. Os motivos são inúmeros. Eu não posso apontar apenas um. Seria leviano, acusar alguém puro e simplesmente pela infelicidade de uma mãe. Tenho certeza de que todos somos culpados de alguma forma, mesmo que seja involuntariamente. Hoje quem de nós disse, mesmo que por uma única vez? ”Mãe, eu te amo”! Talvez nenhum de nós.

É! Mas garanto que mesmo sem querer, um de nós a maltratou. São esses pequenos lapsos que acabam minando a resistência de uma mãe, esse ser sublime que sofre por seus filhos. Primeiro por nove meses, até que nascemos. Depois por uma longa infância, sempre cheia de atribulações. Desde simples e corriqueiras doenças, até coisas mais serias. Em seguida a adolescência. Sempre confusa e difícil; estes que se julgam acima do bem do mal. Enfim crescemos e nos tornamos adultos. Então elas acham que os trabalhos acabaram. É quando elas erram pela a primeira vez, pois é aí que eles começam de verdade.

Poucos são os filhos que vivem em prol da felicidade da mãe, pois acham que sua felicidade é sempre mais importante. É o chamado egoísmo. Se soubéssemos o quanto são importantes para nós, não as deixaríamos um só instante, sem afeto, sem carinho e amor,teríamos muito prazer em destinar nossas vidas as fazê-las feliz. Mãe! Este nome soa suave como uma brisa em um fim de tarde de primavera. Mas pode se transformar numa tormenta furiosa quando se é para defender o rebento, que nem sempre sabe como agradecer, sendo que é tão fácil. Elas não pedem nada que não possamos dá. É tão generoso, que não sabe exigir o que lhe é de direito! A felicidade!

Mãe e filho, tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes! Diferentes nos sentimentos e na maneira de pensar e agir. Esta bênção que Deus na sua infinita generosidade nos dera, não conjeturando se merecíamos, ou não. Tenho a ligeira impressão que se tivesse feito uma experiência antes, não tenho certeza se teríamos mãe. Sei que pode parecer loucura o que digo, mais é o que penso, embora minha opinião não seja importante aos olhos dos caros leitores, mas gosto de expressar minha maneira de ver e pensar. Estas guerreiras que não hesitam um só instante sequer, em dá sua vida em beneficio dos filhos e quando reclamam de algo, os filhos acham na chata, pegajosa, entre outras descrições. Pois só eles se julgam no direito de sentir.

Mãe para muitos é apenas aquela que os deu a vida, aquela que lhes colocou no mundo. E nada mais! O que é uma pena, pois estas que nem sempre têm seus valores reconhecidos se contentam com tão pouco. Um olhar! Um gesto de carinho, ou apenas uma palavra de afeto!
Ouvir uma mãe reclamar, mendigar um pouco de atenção, é algo desolador e deprimente. Pois elas não merecem serem tratadas como simples mortais. Afinal são mães e isso é algo tão sublime, que temos obrigação de respeitar essa condição imposta pela natureza, mesmo sendo uma dádiva, elas tem direito ao amor dos filhos. Mãe é um ser superior e isso não se pode negar e nem devemos, por tanto devemos ser compreensivos, amorosos, carinhosos e humanos acima de tudo.
 

Luiz Miguel:
Luiz Miguel
Enviado por Luiz Miguel em 27/11/2007
Código do texto: T755061
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Luiz Miguel
Belo Vale - Minas Gerais - Brasil, 46 anos
45 textos (34305 leituras)
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