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Alegria...

Há cerca de três meses, na saída do mercado, encontrei com uma conhecida de muito tempo, que me convidou para participar do chá do grupo de convivência, do clube que freqüentei na juventude.
O motivo de ter aceitado o convite, foi que haveria uma apresentação de um grupo de dança, que depois descobri ser a Dança Sênior. A coordenadora desse grupo é uma amiga de infância que há muito tempo não via.
Eu, que costumava afirmar que não freqüentaria esses grupos de convivência de “todas as idades”, adorei. Digo “todas as idades”, porque as denominações vão desde melhor, maior, terceira até maturidade. Não interessa a denominação que se dê, o que importa, é que são uma das melhores coisas que já criaram para alegrar e fazer reviver nesses jovens de mais tempo, momentos de pura e genuína felicidade.
Nosso grupo é constituído em sua maioria, de mulheres, quase todas, viúvas. Algumas, atualmente têm companheiros. Ou namoridos, como os chamam. Não há mais aquela necessidade de assumir uma vida a dois. Vivem, cada um em sua própria casa. Conquistas... Sem hipocrisia.
Além dos chás mensais, visitamos os grupos de outras cidades, quando da realização de seus bailes anuais. Homens, poucos, mulheres, muitas, dançam durante horas, sem cansarem. O cansaço de vidas dedicadas ao trabalho, às famílias, fica esquecido, substituído pela alegria da convivência, dos reencontros de amigos de muito tempo, que muitas vezes, haviam perdido o contato.
Eu não danço, não que não gostasse de fazê-lo, mas minhas pernas ainda não estão em condições de me darem o apoio necessário, mas me compraz demais, ver minhas amigas dançando, algumas, muito bem. Casais rodopiando, como se durante a vida inteira não tivessem feito outra coisa.
Raras vezes consigo segurar a emoção. E, mais uma vez, agradeço a Deus pela oportunidade de mais esta descoberta. Amizades antigas que estou resgatando, convivência com pessoas simples, onde ninguém tenta ser melhor que ninguém. Onde ninguém está disputando coisa alguma. Encontrei diversão e passeios bonitos, alegres e baratos.
A vida pode ser bela, ela é bela, quando aprendemos a valorizar a simplicidade.


27//11/2007
Vitoria Lerinha Haubert
Enviado por Vitoria Lerinha Haubert em 27/11/2007
Código do texto: T755563

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Sobre a autora
Vitoria Lerinha Haubert
Sapiranga - Rio Grande do Sul - Brasil, 72 anos
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Vitoria Lerinha Haubert