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Os marinhos

Não confunda Pedro Marinho com padre Marinho. Era a minha saudação para ele, nestes últimos anos. Ele respondia: o padre é santo e eu.... não acabava a frase, ria. O padre era cruzeirense e ele atleticano. O padre era da Igreja N.Senhora da Guia e ele tinha no caminhão a frase Deus me guia. Pedro Marinho era motorista e dirigia um caminhão de sua propriedade. O padre dirigia, mas uma paróquia da Igreja. São caminhos diferentes, mas o destino é o mesmo. Quando nasceram Deus deu-lhes os bilhetes para embarques em trens diferentes, mas de igual destino. Cada qual ia cumprir sua via-sacra. O padre Marinho foi à presença do Criador há semanas e o Pedro Marinho foi na quinta-feira passada. E apesar do idêntico sobrenome, nenhum parentesco.  Acho que nem se conheciam, mas eu conhecia a ambos. Eram como água e vinho, mas água e vinho não se juntam na consagração? E não foi água que Jesus transformou em vinho nas bodas de Caná? Depois da morte, as diferenças sociais desaparecem. Emboramente, o padre, em vida, nunca observou diferença.

Agora, o frei Leonardo que o pessoal chama de Leo, eu conheci quando ainda era clérigo e bom amador de teatro. Portanto, há mais dos 40 anos que está fazendo de sacerdote. E de bom sacerdote! (Vamos comemorar no próximo domingo na missa das 4h30, no Santuário) Meio desligadão de regras assim como Jesus quando andou pelas terras da Palestina, às vezes, faz seu próprio ritual como acontece nas missas congas que ele preside com o maior entusiasmo.  Gosta da zona rural, como aconteceu com Frei Bernardino, de quem frei Leonardo é o promotor dos excelentes livros. Foi vigário muito tempo em Ermida e comunidades circunvizinhas. Eu tenho roça ali. Por onde passa deixa uma legião de fãs e muita saudade quando vai embora, posso dar testemunho disso.  É um frade excepcional que gosta de cuidar dos seus colegas já velhinhos do Convento Santo Antônio. Parabéns, amigo. Qualquer dia, chega o seu cinqüentenário. Oxalá, que eu ainda ande por aqui.

A notícia mais curiosa que li no final de semana, foi na revista Época, quando dizem que ensinaram dois ou três chimpanzés a conhecer a numeração de 0 a 9. Em seguida, testaram a memorização deles que ganhou de jovens estudantes de 12 a 15 anos. Como isso aconteceu? Fizeram aquele joguinho que não sei o nome em que apresentam uma ordem de número de 0 a 9, você tenta memorizar e são apagados para que você coloque na mesma ordem numérica em que estavam. Os estudantes tinham alguma dificuldade, mas os chimpanzés colocavam com a maior facilidade, mesmo quando o tempo de exposição era mais reduzido ainda.

Finalmente, uma frase interessante do inesquecível poeta Mário Quintana: “As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho”.
José Lindolfo Fagundes
Enviado por José Lindolfo Fagundes em 06/12/2007
Reeditado em 06/12/2007
Código do texto: T767517
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Sobre o autor
José Lindolfo Fagundes
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil
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