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Luz do dia

 Não gosto de sair de casa de manhã. A luz da-me dores de cabeça, mas temos que ganhar a vida de alguma maneira. Desço as escadas meio embriagado, um rapaz passa na estrada, tenho que entregar hoje um projecto. As nossas miseráveis vidas são assim, fazemos coisas que não gostamos para ganhar dinheiro, esse papel que enfurece e corroi o mundo. Mas que posso eu fazer?! Às vezes tenho que ceder perante coisas que detesto, para ganhar o meu jantar. Começo a descer a calçada, vejo muita gente apressada, transportes públicas a abarrotar, caras mal humoradas, cafés a abrir e um correrio de carros que me está a pôr maluco.Está-me a começar a doer a cabeça, estou um bocado enjoado, não aguento nem este sol nem este frio. Volto para trás a correr, subo as escadas, abro a porta, deito-me na cama, acho que ainda tenho algum pão em casa que me alimente mais umas noites. Vou dormir, não suporto a luz do dia. Ainda não foi hoje que sai defenitivamente de casa.
Eng Teixeira
Enviado por Eng Teixeira em 27/11/2005
Código do texto: T76919
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Sobre o autor
Eng Teixeira
Portugal, 41 anos
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