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O JARDINEIRO E A ROSA

Havia um jardim. Nesse jardim haviam muitas roseiras, com rosas coloridas e viçosas. Todas muito belas.
Mas havia uma rosa, não tão viçosa, nem tão bela, mas forte, resistente, com uma cor diferente. Ela era meio amarelada, meio queimada do sol, não se destacava entre as vermelhas e rosas que chamavam tanto a atenção.

Nem tinha o carinho e cuidado às outras dispensados. Recebia água e terra, mas o carinho das mãos do jardineiro era pouco, ela não era tão delicada quanto às outras, vivia, mesmo em tempos de seca e por isso não demandava tanta atenção.
Mas ela vivia, tinha como companhia o Sol, seu fiel aliado, e a lua, sua amiga de sereno. Nas noites frias e chuvosas, alegrava-se com a presença das águas que lhe renovavam a vida, em dias quentes, pedia ao Sol que lhe fosse benevolente, que lhe desse energia, mas sem lhe tirar a força. E assim ia vivendo. Solitária mas cheia de esperança de que um dia alguém lhe notasse a presença.

Em meio aos cuidados do jardineiro, que dava sua vida àquele jardim, surgiu um menino, um menino grande em tamanho e coração, mas pequeno em graça, como uma criança crescida.
Esse menino tinha em seus olhos, cor de mar, o brilho de sua alma. E enxergava além da beleza. Enxergava a vida, enxergava a pureza, o amor, os sentimentos escondidos em imagens simples e comuns.
E esse menino se encantou da rosa pálida, da rosa sem graça e acanhada desse jardim tão belo. E decidiu que lhe daria carinho, amor, atenção, cuidados que ela jamais havia recebido.

E assim o fez. Por meses ele cuidou da rosa, doou à ela seu tempo, seus olhos, sua alegria, sua dedicação, seu amor.
Em troca, a rosa lhe deu sua vida, a energia que ganhava do amigo Sol, a força que recebia da chuva, o amor que havia guardado para seu tão esperado jardineiro.
E, aos olhos daquele menino grande a rosa sem graça e pálida, tornou-se a mais bela e vistosa daquele lindo jardim.

Hoje, o jardim continua florido, a rosa já não é tão pálida nem tão sem graça, vive feliz e se alegra quando vê seu jardineiro menino-homem e quando ganha seus carinhos diários. O menino por sua vez, se alegra com sua bela rosa, amiga e companheira de horas alegres e tristes.
Sabe-se contudo, que nem menino nem rosa são eternos. Que tudo na vida passa, acaba um dia.
Mas o perfume e a beleza da rosa, e o amor e dedicação do jardineiro...esses não passam, são eternos e sempre farão florescer belos jardins.
Monica San
Enviado por Monica San em 17/12/2007
Código do texto: T782506

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Sobre a autora
Monica San
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil, 44 anos
250 textos (5535 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 01/11/14 10:35)
Monica San



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