Amor, em poucas palavras

 

Em poucas palavras, escrevo e descrevo a minha vida.

Sou um sonhador. Nada mais.

Amo tudo o que tenho e desejo coisas que sei jamais poder alcançá-las.

Dizia Platão que o amor era algo essencialmente puro e desprovido de paixões, enquanto estas eram consideradas cegas, materiais, efêmeras e falsas.

Platão falava sobre o certo, mas ao mesmo tempo, sobre o inexistente. Era um sonho, nada mais.

O amor humano requer matéria, requer paixão, requer escolhas, requer ocasiões. Chamamos de amor a nossos interesses.

O que deveria ser a realização de um sonho, hoje é mera conquista, apenas mais um troféu a embandeirar nossas estantes. Mas os troféus também perdem seu brilho, envelhecem e caminham para o esquecimento.

E nos tornamos sós, rodeado por milhões de solitários.