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A UM PASSO DO CAOS

Tinha tudo para ser um dia de festa: Noivos; Pastor; comida; salão de festa; pessoas em trajes diferentes.  Um clima perfeito para alegria total, sim, tinha tudo para ser, se a pouco mais de 500 metros não existisse a dor; a impotência; o choro.  Mas algo já demonstrava o contra-senso, era uma igreja, não uma igreja comum, mas a que levava o nome do padroeiro da cidade aquele que deveria proteger os “seus filhos”.  Logo em frente, uma praça, mas também não uma praça comum, mas a que levava o apelido de pulmão da cidade(pela quantidade de árvores que tinha), quase não se via o céu do centro dela.  Quanta contradição: Uma festa; uma igreja; uma praça;  pessoas sorrindo, festejando e se alegrando.  Mas onde está o caos? Após a praça, um Hospital, acredite, batizado com o nome daquele que protegeria a cidade, lembra? Ele, o hospital, guardava o patriarca da família Silva. E continuavam os inversos dos sentidos.
Homem sem Letra, mas sábio com as palavras.
Sem educação, mas amável e gentil.
Sem fazenda, mas parecia abastardo.
Pois era tratado como o Sr. Silva, um grande líder religioso do seu tempo.
Já estava lá havia algum tempo. E por quanto tempo mais ficaria? Como tudo parece se opor ao provável, até deve ser por muito tempo, porém pode ser que seja por um pouco mais. Só disse uma coisa: __ Só saio daqui quando tudo acabar, para poder voltar: Pela praça à igreja, com muita gente; boa comida e tudo isso, aí sim, com muita festa e alegria, ou não.
SILVINHO
Enviado por SILVINHO em 06/12/2005
Reeditado em 28/04/2007
Código do texto: T81699
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Sobre o autor
SILVINHO
Macaé - Rio de Janeiro - Brasil
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