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O morto e seu enterro (texto extraído de uma mente ociosa de um domingo ocioso)

       ...mais precisamente um quase senhor aparentemente um mendigo, mal cheiroso e diferentemente vestido. Dizia o tal que seu coração não mais batia, resultado de um acidente que lhe ocorreu no dia anterior: fora atropelado por um carro quando atravessou a rua sem olhar para os lados. Agora era alma flutuando pelas ruas e becos. Estava convencido de que precisava de um enterro, um velório bonito, com choro e gritos de tristeza. Pensou e fez.
        Primeiro foi a filha e deu o aviso, depois ao vizinho, a vizinha, ao amigo...
       
        "Convide quem conhece ao meu enterro, hoje as cinco da tardezinha".

         Saiu dizendo aos quatro cantos da cidade. Estava morto e convencido dessa realidade. Foi que deu cinco da tarde e estava ele no seu caixão, deitado de braços cruzados e ao seu redor uma pequena multidão. Olhou mais um pouco satisfeito, deu um sorriso interior e fechou os olhos;

 
Calor do cão
Enviado por Calor do cão em 18/12/2005
Código do texto: T88143
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Sobre o autor
Calor do cão
Salvador - Bahia - Brasil, 28 anos
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