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Quem morre nas guerras são crianças pobres

MUNDO OBTUSO
O mundo é obtuso ao meu olhar. Olho tudo diverso, realidades de modos vários. Novos prismas toda hora, como se presenciasse a gênese e o apocalipse de cada instante. Sei que visões distorcidas são fartas nos hospícios e de loucos o mundo está cheio. Mas é assim que me comporto é assim que suporto a realidade. Tudo em parafuso, difuso agora.

CRIANÇAS MORTAS
Estados fortes, mundo caótico, miséria e guerra. É assim que se faz a história, não há glória, só podridão debaixo de cada casaco de vison, de cada reunião do G-8. O sol inclemente, sem água, sem pão. Na vida nada se repete, nada se iguala, isso é claro como a água de fonte, tudo pode virar pó num só rompante. De repente a bomba caia, crianças mortas, desculpas.

LAMA, BOMBAS, CAOS
Não há pouco a fazer no mundo. Muito pra construir, sem destruir a base que é um bem, um feito comum, de sangue escravo. De inocentes. Quem morre, sempre, são as crianças nas guerras, índios na terra, pobres nas favelas. A dor do mundo cresce no meu peito. O mundo é duro com a gente, com gente, com quem não fala, com que não tem nada. Pra nós: Lama, bombas, caos, corrupção.
Pra este todos, donos do mundo e do Brasil: indignação! indignação!

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Da Série Tijolos Poéticos
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 24/08/2006
Reeditado em 25/08/2006
Código do texto: T224545

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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