::::: - DISCURSO DE AMOR. - :::::

DISCURSO DE AMOR.

Parei um momento para meditar na vida, e, ao pensar nela busquei coesão que o mundo esqueceu. Filmes, músicas, livros, histórias, poesias, contos e lendas que reportam uma das bases da estrutura humana. Poderia dizer de pronto, mas as vezes nos prendemos na beleza da dialética, contudo, é justo dizer que falo do sentimento que o ser humano mais devota em sua alma; o Amor.

Com o tanino de vinho em meus lábios, penso nos demais sentimentos que comovem o homem, tal como, a dor, a avareza, a soberba, a ira, a paixão, o desejo, a esperança e a fé. Todos são belos à sua características e necessários ao seu momento. Todavia, tudo é obsoleto quando colocamos face ao Amor.

Nesta noite, ao pensar e me inspirar neste sentimento, fruto e neste dom perfeito, sou capaz de recitar a mais impávida epopéia. Não obstante, o mundo, muitas vezes, não pensa assim.

Hoje o mundo da banalidade, da futilidade e do apego desesperado, o Amor é desvirtuado e adormece na margem das águas que o afogam; nas águas do medo, do orgulho, do libido e da paixão. Lá, o amor, pequeno intruso chora solitariamente. Chora e chora pelo que choro neste instante... Chora pelos homens.

Atento os meus olhos e a minha memória e destino este momento para a sociedade. Quero invocar o mundo para que veja a si mesmo, ou seja, o mundo como é. Que saber já é banalidade e amar é uma conduta desesperada sem coesão, prudência ou paciência.

Nos presentes instantes e nesta sociedade deturpada é triste, mas é necessário dar nota ao que tenho visto. Tenho visto homens que perseguem mulheres como se fossem animais irracionais. Vejo diariamente a confusão do amor com a busca de posição social e satisfação sócio-cultural. Sou obrigado, por força da profissão, a presenciar a desvalorização da família e sua destituição diária. A multidão de divórcios, a facilidade de sua desnaturação e inconseqüência.

Não é amor um casamento escolhido pela questão financeira ou estética. Não é amor a árdua luta pela posição social de modo que prejudique a terceiro. Não é amor o maligno desejo de subjugar a outro. Não é amor a incapacidade de sacrificar-se. Não é amor a impossibilidade de esperar. Não é amor impor. Não é amor o mal natural do homem.

O amor, meus caros, o amor é utopia e loucura. Amar é dar sabendo que não irá receber. Amar é zelar pela felicidade de quem se ama. Amar é chorar escondido pela dor de quem se ama. Amor é a criança que espera toda a semana, para que no fim dela brinque com seu amigo. Amar é um casamento que vence a dor, a fome, a solidão, a doença, a traição, o desprezo e a morte.

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:4-7)

Ygor Pierry SP 23/11/2011

Ygor Pierry
Enviado por Ygor Pierry em 23/11/2011
Código do texto: T3351085
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.