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O discurso desaparecido

Boa noite à todos!
Primeiramente gostaria de agradecer à todos os traidores da minha Cidade (sintam-se felizes e recebam meus cumprimentos. Saibam que são vocês também grandes traidores da Nação).
Gostaria de agradecer àqueles de espírito pequeno que tanto têm contribuído para a morte de muitas esperanças! Brindemos à sua luta!

Pois bem...

Há muito temos sentido o sorriso da criança que não podemos atender. Temos assistido ao clamor constante de professores e a tristeza de pais e mães.
Há muito temos roubado a capacidade de inúmeros profissionais. Mais uma promessa vã, mais uma certeza infundada, mais um voto de crédito anulado.
Acabamos de descobrir após longo período de consultorias, auditorias, especulações e conversas de bar que o País é o que é. É o que todos nós muitas vezes deixamos ser!
Ou seja, não há País corrupto, injusto ou atrasado. Existe sim uma infinita massa de covardes que continua à acreditar na vaga idéia de poder, autoridade, status, prosperidade e nome.
Pois... de que é composto o nome? O que é? Quanto vale?
...
Está noite gostaria de pedir à todos que comprem uma arma! Sim. Gastem o que for preciso, mas comprem uma arma. (Afinal o que é o dinheiro senão um ingrato pedaço de papel!). Só que prestem atenção à um detalhe: Essa arma deve ser diferente de todas as outras. Essa arma deve ser muito poderosa! Essa arma deve derrubar os aduladores de gabinete, os palhaços sem picadeiro, os papagaios de poltrona. Essa arma meus amigos! Devemos procurar muito bem. Sem ela estaremos mortos. Mortos vivos numa terra de zumbis. Numa Nação zumbi.
Meus amigos...
. Não fiquem à espera de felicidade. Não aguardem o paraíso. Não inventem utopias de rebanho sem pasto! Tampouco esperem o retorno de um Messias! Infelizmente Ele não virá! Ele sequer existe! Alguém muito fraco o criou para justificar sua anemia!
Não joguem a culpa no próximo nem deixe-a no divã, no copo do bar, ou em outras coisas ditas “normais”. Não respirem o ar podre da TV. Nem acreditem na educação do próximo. Usem suas armas!
Usem com afinco!
Não deixem pedra sobre pedra!
Sofram o sofrimento do universo em cada tiro disparado!
Mas nunca pactuem com o Medo, com a miséria da alma, com a mediocridade do inimigo ou com a possibilidade de paz! Ela também não existe! Assim como a vida, a guerra é absurda. É a guerra de todos contra todos!

Um forte abraço à todos.
Márcio Jarek
Enviado por Márcio Jarek em 31/10/2005
Código do texto: T65561
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Sobre o autor
Márcio Jarek
Tijucas do Sul - Paraná - Brasil, 35 anos
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Márcio Jarek