CERIMÔNIA PRISCILLA E IAGO

Saudação ...

Hoje nos reunimos aqui, neste velho casarão.

Como diz o xucro das letras, “casarão sombreado, degastado pelo tempo. Se antes instrumento de ofício, hoje sem sacrifício... morada. E abrigo...” e lugar de festa para celebrarmos o amor, a vida e a família.

Dia de celebrarmos a família que agora inclui mais uma, os Cortez/Fernandes Mourão que se somam aos Grätsch/ Lucchese e aos Von Mulhen/ Bueno.

É costume ou faz parte do protocolo nestas ocasiões festivas e, falamos aqui dos Grätsch Lucchese, que aconteça um discurso para enaltecer o momento. Discurso muitas vezes recheado de pegadinhas, boas piadas e histórias para descontrair o ambiente. Mas fiquem tranquilos, (Fernando, Sílvia, Iago, ...) vamos pegar leve.

A festa não estaria completa sem este pronunciamento sobre os acontecimentos daqui e de agora. Então, nos autonomeamos representantes, para em nome de todos, e, no lugar do nosso discursador oficial ou oficioso, hoje comprometido com as lides da festa, falar um pouco sobre este grande dia.

Se o nosso querido Fernando ficasse aqui fazendo discurso quem cuidaria da macarronada? Ou vamos ter churrasco? Até agora, não vimos fumaça nenhuma e os celulares não funcionam no Pau Fincado para um socorro de IFood. Sorte nossa que Catuípe é logo ali!

Mas vamos falar sério.

Primeiro para lembramos que fazia tempo que a família dos daqui do Sul não se reunia e queremos dizer que isso faz falta, muita falta.

Não está fácil juntar essa turma quando temos muitos desgarrados do pago: Rio de Janeiro, Paraná e tantas outras querências deste Brasil e até no estrangeiro. E agora temos a Priscilla que traz os Cortez Fernandes Mourão lá de Natal, capital do Rio Grande do Norte, unindo os dois Rios Grandes: o do Norte e o do Sul.

A palavra Natal, também faz todos nós lembrar dos 25 de dezembro e dos tempos de confraternização na garagem da casa da Vó Gerda.

Priscilla, você teve a oportunidade de conhecer a garagem, o chimarrão com as cucas e o muito afeto que ali estava presente. Reza a lenda que quem sorvesse aquele amargo, como se diz, se ferrou, não mais escapava desta família.

(Experiência própria Priscila, mas não se preocupe esta família, agora ampliada, é tudo de bom.)

Reverenciando a nossa Vó, vamos ofertar um pequeno presente ao casal hoje homenageado. Não mais uma cesta com as bolachas e crochês da Vó fartamente distribuídos para netos, filhos, noras e genros, mas certamente lembra os pequenos mimos que dedicava a cada um de nós.

É com essas recordações e por meio dessa dádiva, com todo nosso amor e carinho, que lembramos da Vó Gerda, esteio da família Lucchese. Da Vó Helma e do Vô Zoé, com certeza referências queridas e amadas da família Bueno e dos Bueno Lucchese e de todos nós, pelos momentos alegres convividos, aqui mesmo, no Moinho.

Depois um representante dos que chegaram de longe nos apresenta ou conta um pouco dos Cortez Fernandes Mourão. Os Bueno já conhecemos e sabemos ser uma família de boas falas. Fiquem à vontade com a permissão dos anfitriões.

Feita essa breve introdução, vamos ao centro da conversa.

Os aqui reunidos são os Bueno Lucchese e os Fernandes Mourão, juntados na família que se inicia, pelo Iago e pela Priscilla, agora os Mourão Lucchese. E assim caminha a humanidade...

Nos reunimos para celebrar o casamento, mas também as bodas do casal. Já comeram a merenda faz tempo, antes do recreio aahaha!!! Mas não se preocupem tudo aconteceu nos conformes, papel passado e acordado entre as partes.

Neste 4 de setembro participamos da celebração religiosa na acolhedora Igreja da Colônia Santo Antônio. E aqui estamos para comemoramos esta caminhada iniciada ou oficializada dois anos atrás. Uma união amarrada em etapas pela lei dos homens e pelas leis divinas como é entendido pelos mais antigos.

Tudo isso acontecendo, em um tempo tão dilatado, realizado quase a conta gotas; isso parece até que tem um dedo de médico ou seria de médica?!

Demorou para acontecer. Não sabemos se por conta da pandemia, da crise econômica ou da distância, para tornar possível a reunião dos riograndenses do Sul e do Norte.

Dizer aos Cortez Fernandes Mourão, sejam benvindos, vocês estão mais perto dos nossos sentimentos e querências. Vocês passam a ser parte dos nossos corações. Aproveitando o momento, deixamos registrado um pequeno lembrete, os Lucchese e os Bueno, ainda, não conhecem esse Natal, o da praia. Esperam convite e pode ser com festa! Nós vamos! É logo ali!

E para finalizar é preciso dizer, o que o Padre da Capela da Colônia Santo Antônio não disse, ou será que disse??!!. Então dizemos nós!

Ao Iago, que agora, decorridos dois anos, já deve saber que a vida não se resume a games ou que os games são mais do que lazer e trabalho.

É o jogo da vida que está sendo jogado e vocês estão fazendo isso com muita energia e muito amor. Vocês merecem toda a felicidade do mundo.

À Priscilla, em especial, dizer que aquerenciada no sul, em meio a gauchada, já lhe dá todo o direito de ser chamada de prenda.

(Não sei como não nos entendem, no nosso linguajar: “... camoatim de mel campeiro .., como não saber o que é, tchê !!!)

Não sabemos se o Iago alguma vez te chamou de “minha prenda”, mas se não falou já deve ter pensado inúmeras vezes.

Para celebrar o amor, de vocês Iago e Priscilla, terminamos nossa fala com os versos, (quase uma advertência!), do poeta da família, retirados lá do recanto das letras e que trazem muitos ensinamentos para quem escolhe ser parceiro na caminhada da vida:

“O amor é a mais difícil das partilhas.

Não se amealha tão pouco se esbanja.

Sua justa medida entre doar e receber,

Na exata proporção.

Difícil apreender essa dosagem assim de cara.

Uma escola, a mais rara,

É praticar se doando sem se dar,

Possuindo sem ter,

Dia a dia da manhã ao anoitecer.” (Fernando Antônio Lucchese, 2013)

Agora sim, encerrando a conversa:

Um VIVA AOS NOIVOS e um brinde ao AMOR e à VIDA!!!!

Ijuí, RS, 4 de setembro de 2022.

Família Grätsch Lucchese