Plenitude

No alvorecer do meu coração existe uma imensidão de sonhos

Alguns desfeitos, outros inalcançáveis, alguns guardo comigo e espero pelo dia que se realizarão.

Olho para dentro de mim e me pergunto: onde estou? Para onde estou indo?

Vago pela aridez dessa terra sem sonhos

Tentando esconder quem eu sou

Tentando mascarar minha mágoa

Sinto sede de alegria, fome de felicidade.

Sinto falta de um ombro amigo

Existe uma fonte a jorrar água de sonhos?

O que me move até agora são minhas memórias coloridas

Que tentam sobreviver a pressão de memórias em preto e branco

Procuro por uma explosão arco-íris

Uma explosão repleta de amor, felicidade e alegria

Que me colocarão, quiçá, no rumo que eu deveria estar

Lembro das ações passadas, revivo nas memórias

Sorrio e choro, foram tempos bons, ruins... Tempos de vida

Ah, como eu queria, queria, anseio em viver novamente

Criar novas lembranças para recordar num futuro

Mas não sei se há futuro... Não sei se estarei presente

Se estarei neste mundo, se ainda serei eu

Talvez nem mesmo este mundo ainda exista

Mas espero que ainda exista, em algum lugar

Um resquício

Um pedacinho sequer

De esperança

E então...

Meu coração por-se-à no horizonte da alegria

E viver deixará de ser ilusão

E a morte deixará de existir

Para existir somente

Tão somente, apenas

Um "eu" nesta imensidão...

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Edimar Silva e Priscila Pereira
Enviado por Edimar Silva em 22/06/2013
Código do texto: T4353134
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