ALMAS SELADAS

ALMAS SELADAS

(Rogério De Souza Germani e Aglaure Martins)

Almas seladas atravessam muralhas em busca de afeto

sem teto, braços abertos, escalam montanhas, atam os laços

apertam o passo e lá se vão (voo dentro das asas)

ordenhar estrelas no firmamento.

Flui pó de lua que espalhado ventila pensamentos

rastros de poesia nas ruas que acolhem o brilho nos sorrisos ausentes

colhem rimas das sementes intermitentes

aplacam suas dores reverberando coloridas vozes que nascem dos silêncios.

...Sons de harpas, vozes de anjos no solfejar do poeta

assim são as almas destinadas a serem florestas de versos

florescem entre tons e semitons, nos brados das palavras, nos silentes sentimentos.

No encontro das áureas douradas, o amor é mais que verbo

é verve entrelaçada que trespassam as janelas d'almas

água celeste que aquece os olhos no momento do abraço

e no orvalhar da lágrima, faz desabrochar a rosa do sorriso harmônico.

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23102014

Aglaure Martins e Rogério De Souza Germani
Enviado por Aglaure Martins em 24/10/2014
Código do texto: T5011022
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