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POR QUAL CRIME JESUS FOI CONDENADO?

          Quando aquilo que apelidamos de Poder Judiciário  deseja condenar alguém, motivos nunca faltam. O que importa não é a ação de acordo com a harmonia, palavra que uso no sentido de verdadeira justiça.
          Vejamos o caso de um jovem galileu chamado Jesus Cristo. Ele curava um doente, e em vez de ser considerado um homem poderoso, que fazia o bem, era acusado de violar o sábado. Que ocasião mais sem cabimento para acusar um homem! Esquecer o belo trabalho de cura e colocar a ênfase no fato que que aquele trabalho de cura estava sendo realizado num sábado!
          Esse é o verdadeiro pecado contra o Espírito da Verdade. Jesus, se fosse um homem comum, merecia até um salário de médico, pois sua cura era completa e sem efeitos colaterais.
          Mas era necessário condená-lo, pois ele incomodava o poder eclesiástico dos fariseus. Ele chamava os fariseus de hipócritas, de sepulcros caiados, que por fora eram brancos e por dentro eram somente podridão. Essa era uma definição verdadeira para aquela raça de víboras, que era outra forma de Jesus acusá-los.
          A acusação de cura no sábado foi tão frágil que se mostrou  insuficiente para levar Jesus aos tribunais. Naquele tempo não existia a lei que proibia o exercício ilegal da medicina. Não! Além do que a medicina de Jesus era tão perfeita que não houve como acusá-lo nem mesmo de violar o santo sábado judaico.
          Sonegação fiscal? Bem que tentaram enquadrá-lo nesse crime, mas Ele, nesse assunto, se saiu muitíssimo bem. Veja no capítulo 22 do evangelho de Mateus. É lá que está registrada a famosa resposta de Jesus aos fariseus que lhe perguntaram se era justo pagar tributos a César. Sua resposta: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mt 22:21).
          Então, mexeram com os pauzinhos para armar uma cilada na qual Jesus dissesse que era Deus. E Ele disse. Isso pesou muito contra Ele. Crime de falsidade ideológica! Tomar a posição de Deus. Dizer que conhecia Abraão, sem ter sequer cinquenta anos. Como Ele podia conhecer o patriarca hebreu? Que impostura! Tomar o trono do Rei do Universo!
         Mas Ele conhecia Abraão com muita intimidade. Ele conhecia a cada um de nós, pois antes que o universo existisse, Ele é, foi e sempre será o Todo-Poderoso, uma das Pessoas da Divindade. Ele é o Criador, conforme o evangelho de João: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus...sem Ele nada do que foi feito seria feito" (João 1:1-3).
         E foi assim, dizendo que era Deus, que Ele foi condenado, morto e sepultado.
         A verdade, por mais clara que seja, não é percebida por quem não deseja percebê-la. Deus é Luz. E quem o enxerga? Raríssimas pessoas.
         Jesus trouxe ao mundo uma doutrina capaz de gerar saúde, paz, felicidade. Mas não foi aceito pela humanidade, que, representada por aqueles que assistiram ao Seu assassinato formal, preferiu dar liberdade a um bandido (Barrabás) a libertar o Filho do Altíssimo, o embaixador da Divindade na Terra, que veio para salvar aqueles que o assassinaram.
         Os guardas bem que poderiam apenas matá-lo na cruz, mas eles também queriam ser verdadeiros autores do crime legal. Por isso, cuspiram na face do Homem-Deus, debocharam dEle e repartiram suas vestes. Para que não somente os mandantes do crime fossem autores. Eles, os guardas, queriam deixar claro que faziam aquilo não somente porque estavam obedecendo ordens, mas também porque com elas concordavam.
         Mas a luz sempre se impõe a algum coração mais sensível. É tanto que "O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!” (Mateus 27:54).
         Pilatos pensa que lavou as mãos do crime de matar o Homem-Deus. Mas ele mesmo se condenou ao dizer que tinha o poder de condená-Lo e o poder de libertá-Lo daquela famigerada morte. Pilatos não o libertou porque um dos fariseus lhe disse: Se soltares este homem, serás inimigo de César. Ah, não. Tudo menos isso. Ser inimigo do imperador de Roma? Nem pensar. É preferível cometer uma injustiça com um inocente!
        E assim funciona a justiça deste mundo e, com especialidade, a deste imenso país chamado Brasil.
        Por essa razão, quando eu ouço a palavra justiça, só a associo ao sentido oposto: Injustiça. Não existe justiça feita por homens. Existe a harmonia que a natureza tenta e consegue fazer conosco, pois o universo é harmônico. De Deus não se mofa. O que o homem planta colhe, conforme Gálatas 6:7.
        Portanto, caro leitor e cara leitora, da próxima vez em que você ouvir falar em justiça, lembre-se da harmonia do Cosmos, que nos devolve aquilo que lhe damos, como numa espécie de aplicação financeira. E recebemos tudo de volta devidamente capitalizado com juros e correção monetária. Tenhamos mais cuidado com o que fazemos e com o que dizemos aos outros, dos outros e contra os outros.
         
António Fernando
Enviado por António Fernando em 01/10/2009
Código do texto: T1842767
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Sobre o autor
António Fernando
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