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Se me apalpo e me sinto, existo

Se me apalpo e me sinto...existo...
eu existo além das manhãs frias...
além das noites escuras...além muito
além da minha loucura...
Sinto meus braços e meus próprios abraços...
sinto meus beijos mordidos no canto dos lábios...
meus sorrisos esmaecidos...vencidos...
Sinto meus pés ligeiros...
meus ombros esquadrinhados
na moldura dos dias...e meus olhos esculpidos no entardecer...
Sinto minha voz entoando
melodias inaudíveis...sinto meus versos intangíveis... me sinto inexprimível...
Pelo que os dias pairam no ar...pelas tardes que urgem silenciosas...me deito na noite incestuosa...sem pecado e sem censura deixo que a vida me apanhe nos percalços...me revire em venturas...
Entre mim e outra metade da minha confissão...jorram rios que nem os oceanos podem conter...assim me navego quando há mansidão...mas cavalgo, se as clinas me jogam em procelas...
Tenha a vida contida nos átomos
 contados da minha peregrinação...
são partículas falantes de mim...
no momento em que minha
 explosão se faz...reino em fagulhas...
remida...incontida....
Me apalpo e me sinto...indiferente
aos retalhos das sombras...
me espelho nas minhas próprias visões...
a vida continua a fluir...
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 29/05/2005
Código do texto: T20548

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55644 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 20:39)
Angélica Teresa Almstadter