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PLATÃO e o Platonismo - Ensaio Filosófico

PLATONISMO – PLATÃO – “Tudo que já se escreveu sobre filosofia, não passa de Notas de Rodapés da Obra de Platão” – Alfred North Whitehead - 1861/1947, Inglaterra – filósofo e matemático foi co-autor de Bertrand Russel em “Principia Matemática”.
Se nada mais lhe fosse creditado, o fato de ter introduzido e sistematizado o “Idealismo” na Filosofia, bastaria para elevá-lo ao Panteão dos campeões da inteligência. Fabio Renato Villela, autor desse Ensaio.
Platão nasceu em c. 427 e morreu em c. 348 a.C. Oriundo de uma família de aristocratas de Atenas, belo e saudável viveu os prazeres reservados aos jovens de sua Classe Social, combinando o culto ao corpo (norma na Grécia antiga) com o aprimoramento de sua inteligência brilhante. Esteve perto de seguir carreira política como era tradição na família, mas o desejo imperioso de Saber levou-o ao maior de todos os professores de sua época, e talvez de todas as épocas: Sócrates. Levou-o ao Homem que se intitulava “Parteiro (em alusão jocosa à profissão de sua mãe) de Idéias” e que admitia sem o menor constrangimento que: “só sei que nada sei”.
Convivendo com Sócrates, Platão fascinou-se pela “MAIEUTICA”, o método que Sócrates empregava para levar seu interlocutor a reconhecer, como ele próprio já fizera, que nada sabia. Sócrates não apresentava qualquer proposição ou posição que pudesse ser entendida como resposta; ao contrário, através de sucessivas perguntas sobre o tema abordado ia dissecando o assunto até seus últimos limites, destruindo qualquer dogma, convencionalismo, ou falso e/ou superficial Saber que houvesse sobre a questão. E chegados nesse ponto, Mestre, discípulos e interlocutores aprendiam que a Filosofia é justamente essa busca interminável pela Verdade absoluta que se oculta atrás das aparências.
Ali, Platão, muito mais que os outros, compreendeu a genialidade de seu Mestre, que sem nada rotular, indicava que além de todos os Fatos, Seres, Objetos existe uma “Essência”, uma “Idéia”, um “Modelo” para que fenômenos (Fenômeno é o corpo físico, material de uma Essência. Aquilo que pode ser percebido pelos Sentidos [tato, audição, olfato, paladar, visão] Humanos) relativos fossem criados, perpetuando a Vida e vencendo a morte, capaz de afetar apenas os indivíduos, mas não a “Essência” ou a “Idéia”, do qual o fenômeno mortal era uma mera cópia.
Estudante zeloso, Platão incumbiu-se de anotar todas as lições de seu Mestre e foi graças a esse seu zelo que a genialidade de Sócrates chegou aos dias atuais; pois como se sabe, ele mesmo nada escreveu e o que restou de suas exposições são os poucos registros feitos por Xenofontes (século V a.C.) e os registros feitos por Platão, em larga escala.
Sócrates, através de seu método de convencimento, não raramente expunha a estultice daqueles que impropriamente se julgavam sábios, cultos, inteligentes. E não era sem rancor que eles admitiam suas mediocridades intelectuais. E foi, pois, esse acúmulo de ressentimentos de tantos Poderosos que condenou, por falsos delitos, a inteligência de Sócrates à morte, a qual se deu em 399 a.C.
Com a perda do Professor, Platão viajou o Mundo e em suas peregrinações conheceu as doutrinas do Hinduísmo*, tanto as originais, como aquelas que já tinham sido adaptadas por outros filósofos, especialmente os Pitagóricos e os adeptos do Orfismo*. Esses novos Saberes juntaram-se aos seus conhecimentos anteriores e dessa amalgama se fez o primeiro esboço do Sistema Filosófico que ainda hoje é considerado a “pedra de toque” das Religiões e Filosofias no Ocidente.
 Se for certo o que dizem seus poucos críticos (geralmente movidos pelo desejo de atenção): que Platão, por si, nada criou, limitando-se a copiar Saberes de outros, não é menos certo dizer que sim. Ele, como todos os outros, bebeu na fonte do Hinduísmo, mas só ele teve a capacidade de trazer e de moldar essa Sabedoria para o Ocidente. Foi, sem dúvida, depois de Sócrates (que para ele, Platão, foi o melhor Homem já nascido) o maior Filósofo que já existiu e se tantos outros também brilharam – como Kant (1724/1804, Alemanha) e Descartes (1596/1650, França) – foi justamente por terem seguido seu rumo. Platão estudou quase todas as áreas do Pensamento Filosófico e suas teses sobre a Política, a Ética, a Espiritualidade, a Pedagogia, a Estética etc. oferecem um padrão de tal excelência que fazem da elevação cultural uma suave subida, feita muito mais pelo fortalecimento da capacidade raciocinar que por qualquer outro motivo.
Doze anos após o "assassinato (por ser condenado a ingerir o veneno chamado de Cicuta)" de Sócrates, em 387 a.C. Platão retornou a Atenas ostentando sua maturidade cronológica – quarenta anos – e intelectual. E foi essa maturidade que lhe permitiu fazer a maior Sistematização da filosofia que já houve. Contemplou as investigações dos primeiros filósofos que analisaram, sobretudo, a gênese do Universo e qual seria o “Arké”, ou o elemento primordial, do qual tudo derivou; a disputa entre o “Devir” de Heráclito e o “Imobilismo de Parmênides (aliás, disputa que resolveu, ao dar a imobilidade às Idéias e o movimento perpétuo aos fenômenos); as questões sobre os Valores Humanos que opunham Sócrates, ele mesmo e outros Pensadores contra os Sofistas; os estudos Matemáticos de Pitágoras; a Metafísica do Orfismo tantas outras questões que formaram os temas do Pensamento Filosófico do Ocidente. Tudo incluído na grande Sistematização de Platão, que ao lhes dar abrigo, também lhes deu roupagem adequada para o oeste do Mundo. E a força desse Sistema foi tanta que gerou teses e comentários que ainda perduram em pleno século XXI, época em que o fascínio (e a gratidão) que se tem pelo Mestre só faz aumentar, o que leva a dizeres como os da frase de Whitehead, que está no “Caput” desse Ensaio. Quis o filósofo inglês resumir em uma sentença o fato de que tudo que a Filosofia toma como tema, leva a marca do Platonismo. Seja para se aprofundar na questão, seja para negá-lo. Tudo passa por Platão e pelas áreas em que ele deixou sua genialidade. Além da genialidade, diga-se, também a generosidade de tudo ensinar nas aulas ministrava na Escola que fundou, na localidade chamada de “Academos (nome de um herói grego)”. Aliás, é desse semi toponímico que surgiu o termo “Academia”, que atualmente ainda é usado como sinônimo de Universidade, Escola Superior e equivalentes. Na seqüência veremos algumas dessas áreas:

A Tese Central do Platonismo é a diferenciação que se faz dos Dois Mundos, conforme abaixo:

a. O “Mundo dos Reflexos”, ou seja, o Mundo físico, concreto perceptível pelos Sentidos (visão, audição, tato, paladar e olfato) do Homem. Aqui, estão as “cópias” imperfeitas.
b. O “Mundo das Idéias”, imperceptível através dos Sentidos e só parcialmente alcançado pelo intelecto. Aqui estão as “Essências”, as “Idéias”, os “Modelos” eternos, verdadeiros; dos quais as cópias físicas são meros reflexos.

Recorte – as “Idéias” – quando Platão retornou a Atenas, doze anos após o assassinato de Sócrates, procurou reabilitar a imagem e os ensinamentos do Mestre, dos quais guardava suas anotações e suas lembranças. Dentre outros, trabalhou sobre a teoria socrática da “Idéia” dando-lhe novo significado. Assim, a “Idéia” deixou de ser apenas um “Conhecimento Verdadeiro” e passou a ser a “Realidade Verdadeira”, absoluta, eterna. Existindo independentemente de qualquer pensamento humano. É o “Modelo”, o “Padrão”, a “Forma ou a Fôrma” que dá formato às Coisas, aos Seres, que então já se tornam perceptíveis pelos Sentidos, embora sejam pálidas imitações da Realidade Verdadeira.

Pois bem, a partir da diferenciação entre o “Mundo das Idéias” e o “Mundo dos Reflexos ou das Coisas” surgem as outras teses platônicas. A saber:
1. A DIALÉTICA como método de ascensão intelectual. Ao contrário do modelo de Hegel (1770/1831, Alemanha), Platão expôs o Conceito de Dialética como se fosse uma espiral, uma escada, onde o Individuo sobe de acordo com seu desenvolvimento intelectual e espiritual. Passando o “espírito” do Mundo Sensível (ou Mundo dos Reflexos, das Coisas materiais) ao “Mundo das Idéias”. Elevando-se em etapas, ultrapassa as “simples aparências” das Coisas que o Mundo contém até chegar aos Objetos intelectuais, abstratos, do “Mundo das Idéias”. Objetos que são a “Verdadeira Realidade”, a fôrma ou o molde para tudo que existe materialmente. Objetos eternos, imóveis, existentes independentemente do Homem.
2. A TEORIA DA REMINISCÊNCIA – que é a tese segundo a qual a Alma do Homem vive no “Mundo das Idéias” até se encarnar. No corpo físico, vê objetos dos quais se lembra, embora confusamente, pois já os viu em seu lar anterior. Recorda-se intuitivamente de já ter visto o “modelo” da cópia que ora enxerga. Dessa afirmativa é que se originou a máxima: “não conhecemos. Reconhecemos”.
3. A DOUTRINA DA IMORTALIDADE DA ALMA – que Platão expôs no Diálogo “FEDON” e que afirma ser a Alma imortal, posto ser parte do “Todo” do qual se desgarrou em certo momento e para onde voltará após ter reencarnado tantas vezes quanto necessário para completar sua evolução. É a doutrina hindu, já captada pelos Orfistas, que prega que ATMAN (a alma individual) cumpre seu ciclo na SAMSARA (a roda de nascimento e morte) até que possa se auto compreender e automaticamente compreender BRAHMAN.

Aqui tomo a liberdade de indicar ao (a) leitor (a) interessado em aprofundar-se nessa questão o livro de minha autoria intitulado “Deusas e Deuses do Hinduísmo – Dicionário Sintético”, disponível em WWW.amazon.com

Em suas outras obras, todas em forma de “Diálogos”, Platão expõe outras partes de sua Teoria, conforme segue:
1. Em APOLOGIA DE SÓCRATES, narra o diálogo entre Sócrates e seus discípulos e amigos que acompanharam suas horas finais. Aqui está contido o Discurso que Sócrates teria proferido em sua defesa perante os Juízes de seu caso. É a “maiêutica” em pleno brilho, a esgotar ao máximo cada assunto, não se limitando a pré-conceitos e/ou a conceitos e explicações superficiais.
2. Em HIPPIAS MAIOR, Platão coloca a questão: o que é o Belo?
3. Em EUTIFRON, questiona: o que é a Piedade (atenção não confundir com generosidade. Piedade, em sentido correto, é sinônimo de religiosidade)?
4. Em MENON, o questionamento é sobre a Virtude1. O que é a Virtude, para além das convenções morais típicas de um povo, de um lugar e de uma época? Pode ser ensinada? Ser aprendida? Aqui, novamente, a Maiêutica impera majestosa. Os textos não trazem qualquer solução dada pelo Mestre; antes, convida o leitor a raciocinar em busca da solução para com isso depurar seu falso conhecimento.
5. Em TEETETO, Platão questiona: o que é a Ciência? Expõe seu julgamento negativo sobre a sensação que a Ciência dá ao Homem de que ele é o centro do Universo e que tudo deve ser feito para satisfazer seus desejos e interesses.
6. Em CRÁTILO, o assunto abordado é o relacionamento que existe entre a Coisa e o nome que lhe é dado. Tais nomenclaturas são naturais, ou são apenas convenções dos Homens? Note-se aqui a origem do debate medieval chamado de “Querela dos Universais”. Ver Nominalismo*.
7. Em O BANQUETE, Platão trata do “amor das belas coisas, ao amor do Belo em si”; isto é, ama-se a bela aparência ou se ama a Essência do Belo? Aqui, encontra-se uma pedagogia sobre o “amor” em seu sentido expandido.
8. Em GÓRGIAS, o tema é a Retórica. Platão estuda a violência que pode ser cometida a partir de ânimos insuflados por um belo discurso. Os discursos de Hitler ilustram com perfeição essa preocupação do Mestre. Por isso, e outros motivos, Platão censura com veemência os Sofistas, pseudo filósofos que lhes foram contemporâneos e que viviam de ensinar a Arte de Falar, preocupados apenas em ensinar o formato e não o conteúdo das Retóricas.
9. Em A REPUBLICA, para muitos, sua obra prima, Platão expõe seus pensamentos sobre a Justiça divina e sobre a humana, o modelo ideal para a educação das crianças, a forma ideal de governo (que não é a Democracia, mas sim a Aristocracia Intelectual e Ética, qualidades só encontradas no “Rei Filósofo”), a divisão dos encargos, dos trabalhos e vários outros aspectos que, a seu ver, levariam à formação da “Cidade Justa”. Nessa obra, está contida sua célebre “Alegoria da Caverna”, metáfora que para muitos (inclusive esse modesto escrevinhador) é o que de melhor já se produziu em termos filosóficos.
10. Em POLÍTICO e nas LEIS – Platão aprofunda seu pensamento sobre a “Cidade Harmoniosa”, sobre o Governo exercido pelo “Rei Filósofo”, o individuo que é capaz de governar com austeridade e autoridade, mas com plena abnegação de seus interesses pessoais e com os olhos fixos apenas no bem comum.
11. Em CRÍTON, FEDRO, PARMÊNIDES, TIMEU e FLEBO, Platão reafirma conceitos já exarados e acrescenta novos fatos, como em TIMEU, que traz a célebre alusão ao suposto continente perdido de Atlântida.
Nesses textos e noutros de menor interesse, Platão mostra sua Filosofia Política e Social que pode ser vista como um mau julgamento dos “Dados Sensíveis (aqueles que são percebidos pelos Sentidos, irracionais, falsos, incompletos)” que permeiam os níveis Sociais e Políticos de uma comunidade, cidade ou nação; e a esperada exortação ao apego pelas normas inspiradas nas “Idéias”, pois só então as boas práticas poderão ser usufruídas pela Sociedade.

1 – Virtude: para Platão é o desapego do Mundo material, superficial, exterior ao Homem; e a contemplação ativa das “Idéias”. Principalmente da “Idéia do Bem”. E, a partir de então, implantar esse Ideal de justiça, de generosidade, que é o “Bem em si”. Abaixo dessa Virtude, existe outra: a capacidade de criar a harmonia no interior da alma, ou a paz de espírito.

O PLATONISMO, ou a filosofia de Platão e de seus seguidores, ou qualquer outro Sistema de Pensamento que encampe suas noções e preceitos, desenvolveu-se a partir da “Academia” até que a mesma fosse fechada por ordem do Imperador Romano do Oriente, Justino, que ordenara o fechamento de todas “Escolas Pagãs”, em prol da exclusividade que o Cristianismo deveria ter, em razão de ser um instrumento precioso para unificar os diversos povos que viviam sob o jugo romano.
Contudo, a Filosofia de Platão prosseguiu passando por diversas fases e não se limitando a conservar o pensamento do Mestre, mas interpretando-o de diversos modos, dentre os quais, até uma interpretação que fazia do Platonismo uma Doutrina Cética (sic). Tal abordagem se deu com os adeptos da Corrente chamada de “Nova Academia” que propunha existir na filosofia platônica traços de puro Ceticismo*; porém, tal Tendência não vingou e nem poderia, pois a característica fundamental de Platão foi o descortinar de dimensões superiores ao reles cotidiano materialista.
E tal foi a força dessa Doutrina que ultrapassou o espaço da antiga “Academia” e durante o Helenismo* difundiu-se amplamente, podendo-se dizer que se tornou Universal para o Mundo conhecido da época. Enquanto se alargava geograficamente, o platonismo gerava novas gerações de adeptos que se intitularam de “Neo Platônicos”, dos quais a figura predominante foi a de PLOTINO (205/270, romano nascido no Egito).
Posteriormente, o desenvolvimento da “Filosofia Cristã” com a Escola de Alexandria, a Escola da Capadócia, o florescimento da filosofia de Santo Agostinho (354/430, atual Argélia), a obra do filósofo DIONISIO, o AEROPAGITA (também conhecido como PSEUDO-DIONISIO, que viveu provavelmente no século VI), traduzidas do grego para o latim por JOÃO ESCOTO ERÍGENA (c. 810/877, atual Irlanda) reafirmaram a importância do Platonismo que reinou absoluto até o século XII, na Idade Média, quando foi substituído pelo Aristotelismo*, cuja menor densidade intelectual e filosófica era mais adequada ao obscurantismo da “Idade das Trevas”.
Em relação ao Oriente a importância de Platão não foi menor. A partir do fechamento da “Academia”, em 529, grande numero de filósofos emigrou para o Oriente, principalmente para Pérsia (atual Iraque), onde influenciaram com vigor o nascimento e a formação da Filosofia árabe.
Voltando ao Ocidente, observa-se que o retorno do Platonismo ao centro da ribalta aconteceu por obra dos Iluministas, que livres da escuridão religiosa e supersticiosa da Idade Media, resgataram o esplendor do Pensamento de Platão, que desde então, não deixou de ser o Centro das atenções. Tanto na Modernidade, sobretudo através de Kant (que alguns consideram seu único sucessor), quanto na Atualidade, as teorias do Mestre estão presentes, dentre as quais, para efeito de ilustração, podem ser citadas a tese da “imortalidade da alma e da reencarnação”, que são pontos básicos para várias Religiões; ou a tese do “Regime Socialista” que vigoraria na “Republica”. E, principalmente, a separação entre a Essência e sua Aparência (material, física, concreta) que vai se tornando um consenso entre os sábios a partir dos avanços da Física Quântica, com suas teorias sobre “As Gunas, em sânscrito = Super Cordas”, “Universos Paralelos” e outros temas que deixaram de ser mera ficção para se tornarem probabilidades consideráveis.
Convém, todavia, atentar que o Platonismo não se limita ao Pensamento direto do Mestre. Em linhas gerais ele abriga todas as teorias inspiradas naquele Sistema e, destarte, toda filosofia que proponha a dualidade de corpo/alma, ou inteligência/sensibilidade e, sobretudo, toda tese que afirma a existência de um Mundo ou Universo material feito segundo o modelo pré existente no “Mundo das Idéias”.
Desse modo, observa-se que os filósofos inspirados por Platão não necessariamente compactuam com a totalidade de seu Pensamento. Alguns mais, outros menos, mas todos com algum grau de adesão. Exemplo disso pode ser observado quando citamos a “Filosofia da Matemática” no platonismo de FREGE (GOTTLOB 1848/1925, Alemanha) e se percebe que falamos, na realidade, que o filósofo considera os objetos da matemática (como os números, por exemplo) existentes que independem do Pensamento Humano. Seriam, pois, “Idéias” ou “Essências”.
Platão, como se viu, é considerado o principal Pensador do Ocidente e bem o definiu o francês FRANÇOIS CHÂTELET quando disse: “somos todos discípulos de Platão”.
Lettre la art et la culture Fabio Renato Villela
Enviado por Lettre la art et la culture Fabio Renato Villela em 05/05/2010
Reeditado em 06/05/2010
Código do texto: T2239277
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