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OLHARES, JANELAS DA ALMA.

OLHARES, JANELAS DA ALMA.

Ultimamente tenho feito um exercício mental, durante minhas caminhadas pelo centro de Porto Alegre. Observo os olhos das pessoas que passam por mim e faço uma rápida análise do que elas estão sentindo e de como elas são. Se estão tristes, se choraram, se estão apreensivas, se estão amando, se transaram, se estão com fome.... Tem sido um bom aprendizado, uma boa reflexão e é um momento em que presto atenção nos outros.

- Olhares pedintes, são pessoas que cruzam o olhar comigo, e sinto pena, pois me passam uma tristeza profunda , de uma carência muito grande, tenho vontade de confortá-las.

- Olhares arrogantes, é aquele tipo de olhar empinado, “eu sou o melhor” “passo por cima de todo mundo”, na realidade é um olhar fruto de um orgulho, as vezes fantasioso.

- Olhar de paisagem, aquele que parece que olha mas não vê, normalmente de pessoas desligadas, ou que querem disfarçar interesse nas pessoas que passam, ficam olhando para o nada.

- Olhar safado, é um olhar que instiga, que dá vontade de ir atrás e perguntar “me tira uma dúvida, aquele olhar foi um convite...”, quem sabe.

- Olhar curioso, é o tipo que parece que conhece, mas está na dúvida. Mas é insistente, parece que vai me perguntar “eu te conheço de onde”, pode até ser, mas se não lembro, sigo em frente, não é comigo.

 - Olhar satisfeito, geralmente depois do meio dia, quando as pessoas saem dos restaurantes, parecem amortecidas, satisfeitas, normalmente o olhar é acompanhado de um leve sorriso.

- Olhar mau humorado, este é inconfundível, geralmente de pessoas que estão em filas de banco(que não andam).

- Olhar furioso, geralmente a pessoa está prestes a brigar. Este olhar é perigoso,  é melhor sair do caminho.

- Olhar penetrante, como o nome já diz, parece que  infeitiça, seduz, penetra na alma, te faz pensar mil “coisas”.

- Olhar secreto, esse é o mais comum, pois é aquele que não aparece, está escondido atrás de um par de óculos escuros, cheios de mistérios.

Poderia ficar descrevendo vários tipos, mas vamos terminar por aqui, pois meu olhar já está cansado por hoje.





pedro guilherme holz
Enviado por pedro guilherme holz em 14/09/2007
Reeditado em 08/07/2013
Código do texto: T652298
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
pedro guilherme holz
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 62 anos
11 textos (906 leituras)
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pedro guilherme holz