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Desabafo não poético

Estou aqui em um desabafo não poético e te peço ...
... Abra a janela e deixe a brisa passar,
Pare de se cobrar de imaginar o que será.
O tempo é a testemunha de tudo,
Não precisamos nos furtar, nos esconder, não adianta.
Quero te ver lá fora, misturado na multidão,
Não se achando único ou mais um, apenas sendo você.

Triste é olhar a natureza morta,
É ficar com respiração presa atrás da porta.
É ter medo do que irá acontecer,
E se nada mudar? E "se" tudo ficar como está?

A partícula "se" sempre me incomodou,
Ela detém o poder da incerteza "se", "se"...
O "talvez" é um pouco melhor e o "nunca mais" definitivo.

Aqui estou sem rima ou versos, apenas desabafando.
Quero jogar aqui, onde tenho liberdade, o que penso.
Penso que sou livre ou que posso ser.
Pretendo abrir a porta e ir lá fora,
Encontrar algo, uma surpresa, uma saudade, um amor.

Tenho medo de ficar nesta inércia, pois ela agride a alma.
Dizima o romantismo, vira praga e nos mata!
Posso pegar carona no barco de alguém ou convidar este alguém a andar de jipe comigo.
Posso tudo no meio do nada, melhor do que poder nada no meio de tudo.

Agora que veio aqui me ler, não me julgue, não fique desapontado (a),
os poetas são meio assim mesmo, pensam demais, amam demais, sofrem mais ainda e sonham um sem medida.
Se abrir a janela e ver uma borboleta voando, acene para que eu possa te ver também.
Afinal, deixei minhas asas crescerem só para te encontrar onde estiver e te chamar para voar comigo. Topa?
Mary Rezende
Enviado por Mary Rezende em 18/10/2007
Código do texto: T699362
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Sobre a autora
Mary Rezende
Goiânia - Goiás - Brasil, 50 anos
624 textos (29690 leituras)
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Mary Rezende