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Um quadro de referência integrando a Sociologia à Administração




Devemos crer na teoria das variáveis culturais da Sociologia das Organizações? Quando tal pensamento encontra-se vacilante, entra em ação, mais uma vez, o quadro de referências da essência administrativa.

Para compreender melhor o papel da Sociologia na Administração, uma coisa importante a se saber é a existência de dois termos conhecidos por variável e quadro de referências. O primeiro é pouco usado no concernente à Administração e a conceitua filosoficamente; o segundo já dá as definições e a identidade da união das duas ciências primeiramente citadas. E qual o significado para as melhores aplicações e compreensões destes dois termos?

Acerca de “variável”, nenhum mistério. Todos os dias estamos sujeitos a ela, convivendo com ela, tanto no singular quanto em demasia (pois não há uma variável apenas, e sim muitas, incontáveis). Ela nos permeia porque, pelas palavras do Dicionário Aurélio, ela tem um sentido de ter tal capacidade em assumir valores e/ou aspectos distintos, segundo casos e circunstâncias. Um exemplo bem nítido e próximo é o corpo humano em si, suas dimensões, seus atributos, suas qualidades a variar de peso a altura.

Também há um pormenor na variável: ela pode apresentar poucos casos os quais ficam à margem de algo contínuo dentro do qual fica um maior número de unidades. Por exemplo, o comércio de roupas às pessoas muito obesas, o qual não é um padrão, como o comércio de roupas aos “normais” ou os não muito magros. Isso gera o errado costume da identificação dos extremos, composto pelas exceções definidas pelo tal contínuo e responsável por discriminações e surgimento de minorias.

Estes extremos distribuem-se nos contínuos da forma mais simples e conhecida possível por todos: estatísticas explicitadas por gráficos (em curvas ou os modernamente aceitos) os quais destacam os vários aspectos relativos a variáveis. Assim, os gráficos desenhados buscam um esquema dos resultados de qualquer pesquisa em questão, devidamente medida por amostras. Porém, enquanto um fato lidera as estatísticas, outro “sobra”. É o caso, por exemplo, da fabricação de calçados; um estudo é feito para se saber o número padrão ou o comumente procurado, então muitos sapatos neste número são feitos e vendidos, enquanto sapatos de números muito maiores são feitos em pequena escala.

Mas não só estes tipos de variantes seguem gráficos; fatores psíquicos também. Pessoas são capazes de coisas enquanto outras são capazes de terceiras coisas. Com isso, seria coerente alegar característica inata de todos nós sermos empreendedores e capazes de fundar empresas. Vê-se a prática desta teoria quando pouquíssimos tem bases de forte domínio e a maioria se contenta com bases de fraco domínio. No entanto, a cultura é interiorizada na parte da personalidade a qual psicólogos chamam de caráter. Logo, a distribuição de uma característica cultural possivelmente siga as representações normais dos gráficos normais.

Entendendo como se distribui a variável cultura, o bom administrador pensante poderá intuir as maneiras de se comportar dos participantes de uma organização específica, nela podendo intervir com mais eficácia e eficiência.

Sobre o quadro de referências unindo a Sociologia à Administração, pode-se dizer ele ser fundamentado no pilar feito e baseado nas três variáveis culturais identificadoras de comportamentos coletivos (tecnologia, preceitos e sentimentos). Mas estas maneiras de agir são distintas, pois vêm de culturas subculturas e subsubculturas. Então é certo ligar tal divisão de sucessivos patamares (ou níveis) culturais e subculturais aos patamares hierarquizados por ordem. Desta maneira, cada patamar ou nível pode ser estudado com base nas três variáveis culturais.

O quadro de referência integrando temas da Administração demonstra as três variáveis culturais da Sociologia (tecnologia, preceitos e sentimentos), interligando-as a assuntos administrativos em cada nível institucional, levando em consideração a hierarquia por ordens e estas tais ordens.

Este quadro de referência serve de base real aos assuntos da Sociologia direcionada à Administração, da ponte interligante desta ciência àquela. Permite, ele, explicações e prescrições com o objetivo de deixar cada elemento mais apto a sua tarefa e mais contente na sua empresa.
Rodrigo Corrêa Mergulhão
Enviado por Rodrigo Corrêa Mergulhão em 13/11/2005
Reeditado em 04/04/2007
Código do texto: T70912

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Sobre o autor
Rodrigo Corrêa Mergulhão
Macapá - Amapá - Brasil, 29 anos
17 textos (86494 leituras)
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