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Abrir os Olhos.

Nós. Os bonecos de massinha.
Moldados à imagem e semelhança de uma criança brincalhona, com um senso de humor muito peculiar.
Chove, e ao que me parece, já havia àgua antes de tudo. Pairavam coisas antes de distinguir-se trevas e luz. E depois, o Verbo. Ah! o Verbo! Existe livre-arbítrio maior que o Verbo?
O que dizer? O que você quizer, o que você ouviu, o que você acha interessante repetir. Mas a repetição...é realmente o inferno. E eu não estou falando de cola, ou qualquer outra coisa que te faria pensar que tudo é recorrente. Eu digo o "oi, tudo bem?", sem resposta, porque ela não importa, você só tinha que perguntar. Por que?
Quem tem resposta pra pergunta primordial, em todos os idiomas e lugares? O Porque de tudo. Não há, e eu nem quis te perturbar com isso. Só passou pela minha cabeça, mais uma vez.
Enquanto isso brincamos. Pelo menos eu brinco, eu brinco de andar no parapeito. De rir na cara do perigo, tipo o Simba. Pode ser que eu me foda uma hora ou outra, mas tanta gente se fóde fazendo tudo tão 'certo', se esquivando de qualquer risco que por ventura você pense estar distante. Eu vivo.
E no sétimo dia, eu percebo que não há descanso.
Ainda que por vezes tudo isso me soe como um grande platonismo instalado. Todos vivendo de idealizações, se apaixonando, ignorando o que de fato é real.
"Seria a vida nada mais que um sonho, dentro de um sonho?"
Cedo ou tarde você desperta, assustado, abruptamente. Provavelmente sozinho. Você pode tentar dormir de novo, e essa é a tendência mais comum. Ou então você calça seus sapatos, e caminha porta afora, pra ver o que está acontecendo, se parou de chover.
marvin rosa
Enviado por marvin rosa em 04/11/2007
Código do texto: T723292

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Sobre o autor
marvin rosa
Santa Isabel - São Paulo - Brasil, 29 anos
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