Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Corrupção e impunidade: a ruína e a vergonha da nação!

Atualmente, a prática de um crime está tão banalizada e comum, a ponto de não mais constituir uma extrema preocupação à sociedade, que a impunidade de seus praticantes tem suscitado mais atenção que o próprio ato criminoso. Isso é inaceitável, posto que a sociedade deveria se mostrar perplexa diante de infrações que ferissem à dignidade de seus princípios éticos e morais ao invés de compactuar com eles!
Assim, o atento social não poderia está voltado a apenas um desses pontos. Seria necessário que houvesse um equilíbrio de idéias às duas vertentes. Com isso, tanto o ato de cometer um crime como a impunidade a eles, invigoraria, ao menos parcialmente.
No Brasil, a ação criminosa seguida de impunidade – sobretudo no que tange à classe política e aos que pertencem a elevados níveis sociais – tornou-se bastante corriqueira e vergonhosa. A impunidade tem desmoralizado todas as instituições republicanas desse país e posto em risco a própria democracia.
Dessa maneira, nota-se a impossibilidade de existir uma sociedade equilibrada, com baixos níveis criminais, com mais respeito às instituições públicas responsáveis à repressão aos transgressores da lei, já que a maioria dos seus representantes comete atrocidades com o dinheiro público, aproveitando-se da importância e influência dos cargos que ocupam.
Todavia, a despeito de as ordens republicanas não cumprirem com os seus deveres, a sociedade, atônita aos constantes casos de crimes impunes, faz transparecer o seu grau de indignação, de repulsa, mostrando-se de forma discriminatória – que de uma maneira ou de outra representa certa punição: é a resposta social. Porém, isso não é tudo. É imperativa uma reação mais drástica; é preciso ir às ruas e mostrar que se o poder judiciário não é capaz de punir aqueles de condição social privilegiada do mesmo modo que o faz com a classe inópia, a sociedade, simplesmente, destituirá esse “poder” – uma vez que ele não cumpre devidamente com suas funções.
Assim, vê-se premente uma reforma político-ideológica que englobe todos os níveis sociais, a fim de se moralizar as ordenações públicas para que, assim, elas cumpram com o que lhes é atribuído como responsabilidade – independente de qualquer fator.

Alexandre J. Nobre.
Alexandre Nobre
Enviado por Alexandre Nobre em 12/11/2007
Código do texto: T734081

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Alexandre J. Nobre). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Alexandre Nobre
Maceió - Alagoas - Brasil, 29 anos
7 textos (659 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 06:48)
Alexandre Nobre