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Perdido na noite

Na noite escura e fria, andava vagueando pelas ruas duma cidade desconhecida, como uma alma solitária. O meu corpo estava frio, perdido nesta cidade desconhecida, nesta noite escura e fria. Procurava um destino.
Por entre as gotas da chuva que caía, vi um vulto. Na esperança que fosses tu, aproximei-me, mas estava enganado, era somente um vulto.
Sentei-me e pensei, como será o teu rosto? Não consigo vislumbrar uma imagem, por muito ténue que fosse. Mas a minha esperança mantém-se.
Continuo sentado. Nesta cidade desconhecida, a noite ainda era escura e fria. Meu amor por onde andas, não te afastes, não me deixes nesta cidade desconhecida, nesta noite escura e fria e sentado na esperança de te encontrar. Vi o vulto que se esfumava.
Finalmente a manhã chegou. A cidade, afinal não era desconhecida, eu é que andava perdido, mas o meu corpo já não estava frio, pois finalmente e como que trazida pelo vento, deste-me um beijo, e os nossos corpos fundiram-se.
Hoje, somos um só corpo, que nada ou ninguém nos vai separar.
Carlos Jorge Gomes Candan
Enviado por Carlos Jorge Gomes Candan em 13/11/2007
Código do texto: T735371

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Sobre o autor
Carlos Jorge Gomes Candan
Portugal
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Carlos Jorge Gomes Candan