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PT - Porcos - NOM

O Partido dos Trabalhadores e seus militantes, quando oposição, eram contra tudo e contra todos, já na rampa para passagem da faixa presidencial, começaram a dançar e cantar a mesma música que antes diziam não suportar ouvir. Desde o inicio desse governo PeTista, caracteriza na caricatura perfeita da fábula de George Orwell, A Revolução dos Bichos. No final da fábula, já não se podem distinguir os PORCOS (isto é, os bolcheviques na alegoria de Orwell) dos exploradores de animais que os precederam, os humanos (ou seja, os capitalistas e o Capitalismo selvagem tão combatido pelo PT. com os velhos discursos da ignorância de realidades econômicas básicas, chorumelas contra o "neoliberalismo" e jargões decorados do tipo: delinqüentes de luxo; elite dominante capitalistas e outros).
O Partido se tornou apenas mais um partido entre outros; incorporou para si as estratégias de marketing que antes criticava na direita; tornou-se uma máquina eleitoral e passou a acumular escândalos à medida que foi conquistando governos; por fim, abandonou progressivamente suas bandeiras históricas para aderir à ortodoxia econômica liberal.
Mas... Adam Smith, economista escocês, dizia que "não existe arte mais desenvolvida nos governos do que a de aprender com outros governos novas maneiras de arrancar dinheiro do bolso das pessoas".
Cabe então as "pessoas" aprenderem maneiras de impedir que os administradores públicos enfiem as mãos nos seus bolsos e destruam as perspectivas e prosperidades futuras.
A imprensa se colocou num pedestal onde desfila como cumpridora do seu dever informativo, ancoradas por suas sigilosas fontes e mensagens em que não se compromete com a opinião de seus articulistas. Oras, se há a imprensa investigadora, porque alguns direitos fundamentais da cidadania ainda são peças de ficção? Liberdade de expressão e imprensa, democratização da comunicação e participação da sociedade na formulação de políticas públicas são bandeiras que os profissionais desses veículos precisavam levantar.
Já vimos ou lemos nesses meios de comunicação as devidas e necessárias cobranças? Como: cobranças que haja punições e de exigibilidades quanto aos desvios de recursos públicos volte aos cofres da nação?
Creio que quando havia dois blocos e a Guerra Fria, reinava um certo equilíbrio mundial, regras e compromissos. Agora, não há e não se respeita mais nenhuma regulação. O dinheiro domina e mata, mas isso, são negócios.
A tradução dessas nomenclaturas esconde a necessidade de negociar novas Regas e regular as trocas. É preciso negociar novas regras, distribuir as riquezas de outra forma, salvaguardando as economias dos países pobres e permitir que exportem para os países ricos.
O liberalismo deveria ignorar fronteiras. Mas o Dinheiro da Europa e dos Estados Unidos governam a mola do Mundo, pois então, vejamos:
Quem se recusa a falar do aquecimento global? Quem dedica quase nada do orçamento para ajudar os países pobres? Quem quer acabar com a ONU? Quem persiste em subvencionar seus agricultores bloqueando o caminho dos países pobres? Quem fixa as famosas regras da OMC ? Quem quer dominar o mercado dos medicamentos impedindo que os doentes do mundo se sirvam deles?
Mas o certo é que a globalização ou a NOM (Nova Ordem Mundial) está trazendo um problema universal em que é difícil prever o que vêm a ser esse século. A economia mundial vai ser dominada por um pequeno grupo de gigantes mais forte que os governos. Eles vão comandar complexos empresariais funcionando no mundo todo, de modo que um país que dificulte ou contrarie seus interesses fica ameaçado de perder esses grupos.
Nesse cenário existem grupos de interesses e facções políticas que são a favor de uma política chamada de neo-liberal que implica numa redução do papel do Estado na economia.
No Brasil, 40% da economia é estatal e desse problema mundial onde não dá ainda para prever o que vai acontecer, a sociedade teria então que mergulhar em reflexões para tentar saber se se quer ou não o Estado participando na economia.
Se não mudar esse sistema teria que se criar um outro Estado brasileiro ?
Essa questão no Brasil, talvez seria de ser montar uma aliança produtivista, que significaria restaurar, resgatar a agenda que, o economista Keynes, lançou nos anos 30, que foi simplesmente privilegiar a produção, criando empregos e condições na criação de uma sociedade mais justa nas marcas de um globo capitalista.
Com o crescimento da população mundial e o declínio da produção de alimentos, fica matematicamente fácil concluir que a fome transformará em curto prazo, milhões de habitantes de países pobres em refugiados ambientais. O resultado será o de migrações em massa e instabilidade política em todo mundo. As guerras e desastres causados pelo caos climático serão inevitáveis e matarão milhões de pessoas em todo o planeta.
Em pequena escala, os refugiados já começaram a invadir a Europa e outros países,  situação a ser refreada, apenas quando a população mundial regredir para níveis novamente sustentáveis.
Cada país terá que defender seu território como puder, será cada um por si. Os EUA Já triplicaram o número de soldados nas suas fronteiras e planejam construir um muro para conter a imigração em massa.
A força do militarismo já é atuante. Países reconhecidamente Democráticos estão com suas forças no Planeta. A Força Militar dos EUA no Iraque, a Força Militar do Brasil no Haiti.
De tal maneira os interesses serão globalizados, estarão acima das Soberanias Nacionais, estarão acima de qualquer jogo de conflitos. É nesse sentindo o Militarismo como forma e força de Ação. Como por exemplo: a mundialização da nossa Amazônia.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 15/11/2007
Reeditado em 15/11/2007
Código do texto: T737853
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 55 anos
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