Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Faz o homem sua própria história ?

(...Descobrimos sucessões múltiplas nos pontos em que o homem ingênuo e o sábio de civilizações mais antigas só viam duas coisas: como se diz geralmente, a "causa" e o "efeito"; aperfeiçoamos a imagem do devir, mas não fomos além dessa imagem. A seqüência das "causas" se apresenta em todos os casos mais completa diante de nós; deduzimos: é preciso que esta ou aquela coisa tenha sido procedida para que outra se siga... _ Nietzsche _ A Gaia Ciência_112-Causa e Efeito)
http://www.youtube.com/watch?v=7vb1DbOK-9Y&mode=related&search=
O conflito entre a afirmação das leis objetivas e a negação destas leis, as diferenças entre os que acreditam na influência determinante de fatores determinantes, estabeleceram-se, desta forma, os termos da pergunta a qual, ainda recentemente, o historiador francês Jean Berard procurava dar uma resposta: Faz o homem sua própria história ?
As verdades-Facetas deste mundo, são produzidas graças a múltiplas coerções e se produzem efeitos regulamentados de poder. Cada sociedade tem seu regime de verdade, sua política geral de verdade: isto é, os tipos de discurso que ela acolhe e faz funcionar como verdadeiros.
O certo é que Todos têm o direito de se sacrificarem por uma causa que crêem merecedora. E o certo é que também seria que ninguém tem o direito de sacrificar os demais ou incitá-los a se sacrificarem por um ideal ou idéias: nazismo, facismos, revolução chinesa, cubana, o atentados suicidas de 11 de setembro nos EUA, cometidos por homens convencidos de que seriam recompensados com o paraíso; o caso do suicídio coletivo do Templo do Povo, em 1978, quando morreram 912 seguidores de Jim Jones; os 39 daquela seita que cometeram suicídio coletivo; os mais de 700 mortos do Movimento da Restauração dos Dez Mandamentos em Uganda.
Um objetivismo exagerado esconde, freqüentemente doutrinarismos deterministas, as idéias que essas "causas" intolerante produzem,  passam a ser objeto de cultos a demissão da razão.
Li um texto de Denise Najmanovitch (El Linguage de los Vínculos)  e admirei sua forma de explicar a natureza da cultura da complexidade através de uma só metáfora: o universo são arquipélagos de ordem em um mar de caos. E é mais apaixonante ainda a forma como ela nos adverte para os problemas criados por uma cultura desta ordem. A substituição de uma consciência realista para aquela que leva a múltiplas perplexidades e paradoxos das certezas absolutas que sempre estamos a procurar.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 19/11/2007
Reeditado em 04/01/2008
Código do texto: T742842
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 55 anos
241 textos (224831 leituras)
21 áudios (3300 audições)
5 e-livros (514 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/08/17 17:46)
Plínio Sgarbi