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O frio e as sombras.

Vou até a janela e deixo que a luz do Sol me toque as costas e os ombros
Tudo que sinto é frio
Frio e impessoal e mecânico
Agora as mãos
Minhas mãos um pouco maltratadas aos poucos condicionam-se a perder o tato, à esfriar
Não há o que tocar, nem a quem tocar.
Só um fiapo de luz, pela fresta. Lá fora edifícios, pequenos universos de mentiras repetidas à exaustão, transmutadas em grandes verdades
Imensos cifrões
O grande caça-níqueis, banco imobiliário live-action
Todos jogando dados
Viciados
Os Dados
E os jogadores, e as freiras e os velhos. Tudo isso é o Inferno que criamos, e o mais próximo do céu que consigo é o 13º andar desse prédio.
Esqueça o Shakyamunyi, o Nirvana é opiáceo, pura ilusão, e Jesus tornou-se o narcótico mais vendido do mercado. Agora o Sol...alcança meu rosto frio, e transpassa meus olhos com seus raios, como se me pedisse pra esquecer.
Eu pisco e esfregos os olhos, tudo está no mesmo lugar, menos as sombras.
marvin rosa
Enviado por marvin rosa em 23/11/2007
Código do texto: T749216

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Sobre o autor
marvin rosa
Santa Isabel - São Paulo - Brasil, 29 anos
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