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Amigos, meus psiquiatras da mente e do coração

Hoje se me permitem, vou divagar um pouco.
 
Não sei porquê, mas a verdade é que me apetece falar sem nada dizer, ou antes escrever o que me vier á cabeça...
Se me permitem, direi que estou a fazer aquilo que se costuma dizer, se faz nos psquiatras, quando nos relaxamos meio deitados nos seus canapés...
Bem, tenho que vos confessar que nunca fiz tal, pois embora tenha tido várias conversas com um psiquiatra, de quem era grande amigo o fiz sempre nos locais mais dispares...
Costumavamos dizer que eramos psiquiatras um do outro...
A ultima vez quer tivemos um valente bate papo, foi, vejam lá, no campo de tenis do Parque de Monsanto.
Sentados numa mesa do bar daquele complexo desportivo, e enquanto bebiamos uma \"loirinha\", falamos de tudo, muito em especial das nossas vidas.
Digo-vos isto, porque hoje sois vós a ter de me aturar num daqueles acessos de vontade de divagar que por vezes até a nós surpreende.
Estarei eu maluco ao vir pedir-vos que me ouçam ?
Acredito que não, e sabem porquê ? Porque ultimamente me habituei a ter-vos como confidentes... mesmo mais, em certa medida meus psiquiatras.
Digo meus psiquiatras, porque costumam ser eles os nossos confidentes, e que sem dizer nada, nos dizem tudo...
São a nossa valvula de escape, são aquilo a que podemos chamar, a outra face das nossas vidas, e a quem não conhecendo dizemos tudo, sem dizer nada.
São uma espécie de panela de escape, por onde sai aquilo que queremos e aquilo que talvez não quizessemos dizer...
São a valvula da panela de pressão que é a nossa mente, por vezes atormentada nem nós próprios sabemos bem porquê.
Hoje, resolvi, sem vos pedir autorização, eleger-vos meus Médicos e dizer-vos que só o estar aqui a teclar para vós me está a aliviar o espírito, me está a fazer sentir mais solto, numa palavra me está a fazer bem...
Aquilo que estou a fazer para vós hoje, faço-o muitas vezes para ninguem... escrevo e rasgo, ou queimo... escrevo e destruo... mas hoje amigos, pensei mostrar-vos um pouco daquela loucura que me invade, quando aqui no meu canto, sózinho, resolvo ser eu...  pensando que tambem sou um pouco, um outro, meio real, meio virtual, mesmo sem necessitar dum computador.
A virtualidade, não é tão nova como a queremos pintar... virtual é tudo o que sonhamos, é tudo o que sentimos e quereriamos fosse real... é amarmos e querermos ser amados...
Amar, amigos é sentirmos que somos parte uns dos outros, e é aquilo que eu sinto ao querer partilhar convosco um pouco de mim, sem pedir que partilhem algo de vós comigo...
Amar é aquilo que sinto pelos meus amigos que sois vós, é querer ser um pouco de vós e pedir-vos que me deixem seja eu um pouco de vós.
Um dia virá que tambem eu serei um sonho quem sabe de alguns de vós, e espero que seja um sonho lindo como lindo é este Grupo de que fazemos parte, virtual para uns, muito real para outros.
Para mim sois tão reais que vos sinto aqui ao meu lado, sorrindo das minhas loucuras e fazendo parte integrante da minha vida.
Nesta casa, onde na mairia das noites estou sozinho, sei que algures por esse mundo, alguem a qualquer hora, em qualquer minuto estará sempre pronto a fazer parte da minha vida, a ser meu psiquiatra... enquanto uns se deitam, outros se levantam... São vocês hoje um pouco ... a minha razão de viver...
Obrigado por estardes aí... longe ou perto na distância, mas sempre perto do coração.
Beijos e abraços amigos, virtuais ou não, mas do fundo do coração.
 
Antonio
 
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Nota: desculpem qualquer coisinha, mas nem me atrevo a reler o que aqui escrevi...
Antonio Freire
Enviado por Antonio Freire em 31/03/2005
Código do texto: T8856

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Sobre o autor
Antonio Freire
Portugal, 75 anos
14 textos (2587 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 22:15)
Antonio Freire