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Drogas: Quando a religião pode ajudar

As drogas naturais ou químicas afetam o sistema nervoso, causam alterações na mente, no corpo e no comportamento das pessoas. Entre os vários tipos de drogas há as estimulantes, alucinógenas, depressivas, narcóticas etc. Todas elas são as causadoras de graves danos físicos e emocionais para o viciado e preocupam a família. As principais vítimas são os jovens: com problemas psicológicos, insatisfeitos com sua qualidade de vida, impulsionados pela busca do prazer, iludidos pela possibilidade de soluções rápidas para seus problemas.

O certo é que o uso abusivo de drogas, principalmente as químicas, sejam elas crack, cocaína, heroína e outras podem levar à letargia, convulsões, coma e até a morte. Os efeitos são devastadores e mudam a vida dos usuários pra pior e, depois, pra dar a volta por cima, é que é difícil. Mas há quem consiga deixar as drogas no passado, uma dessas pessoas é Sebastião Hélio Brás, 52 anos, que me relatou a sua terrível e difícil trajetória no mundo das drogas. Hoje ele é missionário, há quatro anos de uma igreja evangélica na Capital, mas foi vítima das drogas durante 30 anos.

Perguntei a ele porque usou drogas e como entrou nessa roubada. Ele afirmou que, muitas pessoas, apelam para as drogas achando que encontraram uma saída para seus problemas, mas, na realidade, abriu, sim, as largas portas para o perigo, principalmente para quem, não tem estrutura ou base espiritual - e sem isso não se obtém estrutura psíquica e material como ser humano – acredita ele.

É certo que, sempre quando há o envolvimento da questão religiosa, os céticos de plantão podem dizer que há interesses outros por trás, mas já vi muita gente totalmente descrente se apoiar, até como última opção, na fé e aí readquirir força para tentar nova vida. É como me contou Sebastião: - “Eu já estava na fase final como mendigo no meio do mato, quando encontrei um amigo e ex-dependente químico, e que havia abraça do a fé em Deus, e que estava elegante e tal. Olhei para ele e lhe disse: Quero ficar assim como você”.

Isso lhe força, contou Sebastião, tanto que, quando se viu, já estava em uma Casa de Recuperação. Em 60 dias já era um novo homem. Ele credita isso à sua fé. – Foi a minha salvação, disse ele, que hoje se dedica à recuperação de jovens, homens, crianças e mulheres nesta mesma situação, em trabalho vinculado à igreja que pertence e que envolve terapia e religiosidade.
 
Eu estive na casa de triagem, onde os alunos (nome como tratam os dependentes) ficam durante cincos dias, antes de irem à chácara para tratamento espiritual, físico e mental. Lá na triagem eles ficam sabendo da rotina na chácara e como eles serão atendidos, mas só vai pra lá quem realmente quer se livrar do vício.

O hoje missionário Sebastião disse que vicio não é safadeza e sim uma doença que tem que ser tratada, com apoio da família. Aos jovens ele recomenda fé. Pra ele, se agarrar a Deus foi uma solução e pra muito outros também. Quem quiser crer que creia.
Joelma di Ferrarezi
Enviado por Joelma di Ferrarezi em 10/07/2006
Código do texto: T191356
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Sobre a autora
Joelma di Ferrarezi
São Paulo - São Paulo - Brasil, 47 anos
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Joelma di Ferrarezi