ABORTOS, APÓS ABORTO PROVOCADO NA MOCIDADE

Doutor Marcio, inicialmente quero elogiar sua coluna no “OPINIÃO JORNAL” de ARARAS, que muitas coisa úteis tem nos dado de informação.

Comecei a namorar o meu esposo com 13 anos. Éramos adolescentes e só descobrimos o prazer sexual quando eu tinha 15 anos. Brincávamos e nos amávamos bastante, mas por ‘sorte do azar’, logo no terceiro mês de relações eu engravidei.

Morrendo de medo das consequências familiares, resolvemos, com a ajuda de uma senhora “parteira”, abortar.

Ficamos muito tristes e aos 18 anos eu casei (ele tinha 20). Apesar das tentativas eu levei quatro anos para engravidar, mas para nossa tristeza, aos quatro meses surgiu o aborto. Entrei em um quadro depressivo que me judia muito. Sou triste e tomo os medicamentos que lhe envio anexo, os quais parei de usar tão logo fiquei grávida por mais 3 vezes, sempre abortando espontaneamente, por incrivel que pareça, sempre no quarto mês.

Tenho um medo enorme de sexo, por medo de um novo aborto. Meu marido também teme e me dá muito carinho.

O Doutor acha que os medicamentos contribuíram para os abortos? O que fazer? C.

Minha cara: tenho alguns casos semelhantes e você não tomava medicamentos quando teve a segunda gravidez, como me relata na sua carta, que abreviei.

Inconscientemente, muitas mulheres com problemas semelhantes ao seu, se culpam e impedem a evolução fetal. Conheço casos de aborto de implantes fetais, que não evoluíram, pelas mesmas razões.

Creio que os médicos devem ter lhe dado medicação que não interferiria na gravidez ou na fecundação.

Seu caso me faz pensar, que no seu íntimo ainda não se perdoou pelo primeiro aborto e isto lhe impede de engravidar. Uma boa análise de seu quadro, usando uma abordagem que lhe mostre o seu interior, a livre desta culpa, aliado a medicação eficaz, pode resolver o problema.

Só para citar um caso semelhante, onde depois do primeiro aborto provocado e a ausência de gravidez, uma cliente adotou uma criança recém-nascida e um ano depois engravidou de gêmeas.

Busque ajuda, também para seu esposo e continue contando com um futuro feliz, antes que adentre a menopausa.

Felicidades.

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Dr. Marcio Funghi de Salles Barbosa

rdletras@drmarcioconsigo