EU AMO
(Conto em Ecosys - n. 05)

Olho o azul do céu
céu de estrelas, céu de luar
luar ilumina a noite
noite de sonhos e amantes.

Amante eu sou, quem não é?
É, me acredita, não duvida
duvida por que, tu bem sabes
sabes que é a mais pura verdade.

Verdade eu digo e repito
repito, o amor se espalha
espalha-se nas mais várias formas
formas diferentes de amor.

Amor sinto por meus filhos
filhos que eu muito amo
amo, também, meus irmãos
irmãos e, ainda, os amigos.

Amigos são puro tesouro
tesouro, um bem valioso
valioso, é a mais rara jóia
jóia que tanto preciso.

Preciso, sim, como apôio
apôio de um ombro forte
forte, pois meu corpo é fraco
fraco se fez no caminho.

Caminho de pedras pontudas
pontudas, ferem meus pés
pés cansados, esfolados
esfolados só querem repouso.

Repouso, sombra, água fresca
fresca pra matar minha sede
sede ardente, sede insana
insana, me leva à loucura.

Loucura é tentar ir sozinha
sozinha o medo me assombra
assombra a alma assustada
assustada com tantos perigos.

Perigos me esperam, incauta
incauta, sou bem distraída
distraída me perco entre sonhos
sonhos que rodam, que giram.

Giram deixando-me tonta
tonta esqueço onde piso
piso molhado escorrega
escorrega me leva ao chão.

Chão tão duro, me machuca
machuca minh'alma que é leve
leve, leve, ela esvoaça,
esvoça, é livre, a minh'alma.



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