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1

primeiro ainda não há segunda

2

segundo chego à terceira

3

as frases encadeiam-se, enca(n)deado, sinto: a Iluminação!

 

{1

Deus é todos os dias parte de mim

2

Mim é uma grande parte de tudo

3

Nada, é o fim da pi©ada!}

 

Querem saber como se escrevem “frases perfeitas”? Está bem, antes escrevi:

Passatempo: filos o fa(n)do... (fã do fado)

Durante três dias li o que escrevi, como será se hoje o tornar a fazer? A grande diferença é esta, todo este texto é em prosa. O seu ritmo é lento, procura uma quase descoberta do sentido a dar às palavras, esperando que elas aconteçam.

Não se trata pois de ser prosa, antes será o tipo de prosa. Pensar, reflectir, sempre foi um exercício parecido com um quebra-cabeças onde, à partida, não temos a noção de estar a divertirmo-nos com um problema cuja finalidade é um passatempo. Ora é este o nosso caso, um passatempo.

Sempre gostei de ouvir pessoas que falam do que sabem, mesmo quando falam de coisas que aparentemente não têm interesse nenhum. Pensem comigo, que tipo de coisas podem não ter interesse nenhum? Acho ser coisa que não existe, seria como achar uma coisa sem ser. O que seria?

Teríamos primeiro de pensar o que é o Ser, o que vale a afirmação “eu sou...?” e passar ao mundo dos dogmas: os animais não têm inteligência, as pedras não falam, os barcos em terra não navegam. Ter a noção que cada afirmação tem de valer por si mesma, sendo cada uma: uma e... será assim? É e não é.

Usar este tipo de discurso até ele deixar de ser inteiramente compreensível, passando a constituir um mero suporte dum sentido cada vez mais vago, rarefazendo-se até se tornar uma espécie de re(a)presentação do vazio ou do seu contrário. Quando esta intuição chega por intuição, já a razão deixou de ser necessária.

Concluir um texto destes poderá
ser como pensar escrever um poema
sem nos deixarmos ir atrás de sensações
ou de simples emoções apenas do momento.

A flor
já aqui estava,
mesmo se só agora
eu aspiro o seu perfume!

Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 01/08/2006
Reeditado em 01/08/2006
Código do texto: T207018
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
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