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CLASSIFICANDO AS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

     É notória a loucura dos estudantes quando o assunto são orações subordinadas. No entanto, para aqueles que buscam um “aprendizado” de forma rápida e bem prática, existem formas (os famosos bizus) que não incluem desenvolver esses períodos para sua forma mais simples ou arrancar os últimos fios de cabelo tentando classificá-los, baseados em explicações complicadas e que exijam bastante tempo.
     Pensando nisso, apresento-vos abaixo as formas (práticas) que nós, professores de cursinhos preparatórios, utilizamos para ensinar aos nossos alunos de forma intensiva.

1. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS SUBJETIVAS

     De forma bem rápida, são aquelas que funcionam como SUJEITO da oração principal. Só para relembrar: segundo as gramáticas, sujeito é o ser sobre o qual afirmamos alguma coisa. Para identificar uma oração subordinada substantiva subjetiva, proceda da seguinte maneira:
1º. Isole a oração subordinada (aquele que começa pela conjunção QUE);
2º. Substitua essa oração pela palavra ISTO;
3º. Se a palavra ISTO funcionar como sujeito da oração principal, a oração subordinada também funcionará como sujeito. Portanto, será SUBJETIVA.

Ex.: É importante que nos dediquemos aos estudos.

RESOLUÇÃO:
Isolando a oração “que nos dediquemos ao estudo” (que é a oração subordinada) e trocando-a pela palavra ISTO, teremos “É importante ISTO”. Colocando essa frase na ordem direta, teremos: “ISTO é importante.” Agora pergunta-se: qual é o sujeito dessa oração? Obviamente, é a palavra ISTO. Se a palavra ISTO funcionar como sujeito, certamente a oração subordinada que você substituiu também funciona como sujeito no período original.

2. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS OBJETIVAS DIRETAS

     Essas orações são aquelas que funcionam como objeto direto da oração principal. Objeto direto, para os que esqueceram, é o termo sem preposição que completa o sentido de um verbo. Para identificar uma oração desse tipo, proceda da seguinte forma:
1º. Isole a oração subordinada (aquele que começa pela conjunção QUE);
2º. Substitua essa oração pela palavra ISTO;
3º. Certamente, pela lógica do processo feito no exemplo anterior, a palavra ISTO funciona como sujeito da oração principal. Será? Veja o exemplo abaixo:

Ex.: O homem deseja que seus sonhos se realizem.

RESOLUÇÃO:
Isolando a oração “que seus sonhos se realizem” (que é a oração subordinada) e trocando-a pela palavra ISTO, teremos “O homem deseja ISTO”. Agora pergunta-se: qual é o sujeito dessa oração? Obviamente, é a expressão “o homem”. E o ISTO será o quê? Ora, objeto direto. Veja: “O que o homem deseja? ISTO”. Se a palavra ISTO funcionar como objeto direto (complemento sem preposição), certamente a oração subordinada que você substituiu também funciona como objeto direto no período original.

3. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS OBJETIVAS INDIRETAS

     São aquelas que funcionam como objeto indireto da oração principal. O objeto indireto é o termo acompanhado de preposição que completa o sentido de um verbo. O processo para se identificar esse tipo de oração é muito mais fácil. Veja como proceder:
1º. Identifique no período a conjunção subordinativa integrante (QUE ou SE);
2º. Observe se antes da conjunção subordinativa há uma preposição;
3º. Caso tenha preposição, observe se antes dela há um verbo;
4º. Caso tenha um verbo, a oração será subordinada substantiva objetiva indireta. No período deve vir a seguinte estrutura: VERBO + PREPOSIÇÃO + CONJUNÇÃO (que inicia a oração subordinada substantiva objetiva indireta).

Ex.: Não se pode duvidar de que ele seja honesto.

RESOLUÇÃO:
Neste caso, é necessário observar que a palavra que vem antes da conjunção QUE é a preposição DE e, antes dela, o verbo “duvidar”. A estrutura VERBO + PREPOSIÇÃO + CONJUNÇÃO sempre indicará, portanto, que a oração será classificada como uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.

4. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS COMPLETIVAS NOMINAIS

     São aquelas que funcionam como complemento nominal da oração principal. Relembrando: o complemento nominal é o termo acompanhado de preposição que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). A forma para se identificar esse tipo de oração ocorre da mesma forma como mostrei no exemplo anterior, só que com uma diferença: no lugar de um verbo, é para vir um nome! Veja como proceder:
1º. Identifique na oração a conjunção subordinativa (QUE ou SE);
2º. Observe se antes da conjunção subordinativa há uma preposição;
3º. Se há preposição, observe se antes dela há um nome (geralmente é um substantivo, adjetivo ou advérbio).
4º. No período deve vir a seguinte estrutura: NOME + PREPOSIÇÃO + CONJUNÇÃO.

Ex.: Tenho esperança de que você nos ajude.

RESOLUÇÃO:
Neste caso, é necessário observar que a palavra que vem antes da conjunção QUE é a preposição DE e, antes dela, o substantivo (nome) “esperança”. A estrutura NOME + PREPOSIÇÃO + CONJUNÇÃO sempre indicará, portanto, que a oração será classificada como uma oração subordinada substantiva completiva nominal.

5. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS PREDICATIVAS

     São aquelas que funcionam como predicativo da oração principal. O predicativo, segundo a gramática, é o termo que caracteriza o sujeito ou o objeto da oração. Para identificar uma oração desse tipo, proceda da seguinte forma:
1º. Identifique, no período, a conjunção subordinativa (QUE ou SE);
2º. Se antes da conjunção houver um verbo de ligação, a oração que é introduzida pela conjunção é classificada como predicativa. Simples assim.

Ex.: Nossa maior alegria é que você seja feliz.

RESOLUÇÃO:
Perceba que a oração “que você seja feliz” assume a função de predicativo do sujeito, pois estabelece uma característica, uma particularidade da oração principal “nossa maior alegria é”. Portanto, quando vier numa oração a estrutura VERBO DE LIGAÇÃO + CONJUNÇÃO, a oração certamente será classificada como uma oração subordinada substantiva predicativa.

6. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS APOSITIVAS

     São aquelas que funcionam como aposto da oração principal. Só para lembrar, aposto é o termo da oração que explica, resume, enumera ou especifica um termo já mencionado. Para identificar uma oração desse tipo é muito fácil:
1º. Identifique a conjunção subordinativa (QUE ou SE);
2º. Se antes da conjunção vier dois-pontos, vírgula ou ponto-e-vírgula, a oração introduzida pela conjunção será apositiva.

Ex. 1: Espero apenas uma coisa: que você volte para mim.
Ex. 2: Meu sonho, que eles voltassem, não se realizou.

RESOLUÇÃO
Perceba que no exemplo 1, a oração subordinada introduzida pela conjunção QUE é antecedida por dois-pontos, tornando-se uma oração subordinada substantiva apositiva, pois explica o fato exposto na oração principal. O exemplo 2 faz-se da mesma forma: a oração introduzida pela conjunção vem antecedida por vírgula, macete este para identificar uma oração subordinada apositiva.


     É necessário observar que, para classificar as orações subordinadas substantivas, é conveniente analisar certas estruturas básicas (regras) nas quais esse tipo de oração costuma ocorrer. Tais estruturas, presentes no período simples, repetem-se no período composto, com uma modificação: neste, o termo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal, aposto) é substituído pela oração substantiva equivalente.
     Convém destacar que esse processo não substitui as verdadeiras (e deliciosas!!!) análises tradicionais, que consistem no desenvolvimento dos períodos compostos em períodos simples para identificar a função sintática dos termos em questão. Isso é apenas uma dica para quem está apressado para provas de concurso etc. O aprendizado, de fato, dar-se-á tão somente através da prática reflexiva, que só será efetiva através do exercício prático e estudo contínuo. Espero ter ajudado. Bom estudo e até a próxima!
Rafael Füller
Enviado por Rafael Füller em 27/07/2011
Código do texto: T3121822
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Sobre o autor
Rafael Füller
Itapipoca - Ceará - Brasil, 25 anos
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Rafael Füller



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