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Haikais da sexta-feira

Dedo ágil
alegra uma alma
frágil


O pecado
mora ao lado
- fica de quatro


Véu da noiva
esconde incontida
melancolia


Fruta podre
não adoça nem a
boca do pobre


Tempero de
minhas tristezas
- seus ais


Vem o vento
fustigar o mar
- vendaval


Ofende mais
quem na boca
nada cala


Deu um nó na
saudade ao ajeitar
a gravata


Humilhado
é o gato quando
cai do telhado


Rio que afoga,
minha alma não
naufraga

Imensidão
do mar, neste azul
- seu olhar


Chorar lágrimas
tardias e vãs
- amanhã

Rogério Viana
Enviado por Rogério Viana em 11/03/2005
Código do texto: T6352
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Sobre o autor
Rogério Viana
Curitiba - Paraná - Brasil, 67 anos
190 textos (43220 leituras)
2 e-livros (8634 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/09/16 12:17)
Rogério Viana