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Dia da Poesia - 14 de Março de 2006 e Castro Alves.

Esta data foi instituída em Homenagem ao grande poeta Castro Alves
 
Há 159 anos nascia o homem que seria a voz dos escravos na mais linda forma, expressando na sua poesia e nos seus actos as ideias abolicionistas que dariam os seus frutos em favor dos nossos irmãos de raça negra.

Falhou no amor, fez lindos poemas de ternura pelo belo sexo, mas seu coração não foi feliz, a sua amada deixou-o na maior consternação e isolamento.
 
Falhou nos estudos, porque a sua grande paixão eram os poemas e descrever neles os belos sentimentos que lhe iam na alma.

Falhou na vida, porque somente por cá andou 24 anos e deixou-nos um legado fantástico nos livros OS ESCRAVOS, ESPUMAS FLUTUANTES, GONZAGA OU A REVOLUÇÃO DE MINAS; CACHOEIRA DE PAULO AFONSO, VOZES DE AFRICA, NAVIO NEGREIRO etc. que seria a sua obra, se Deus o tivesse entre nós mais tempo?
 
Venceu no amor, pois seus poemas são o habitáculo de maravilhosos versos do mais puro e vibrante amor.

Venceu nos estudos, porque as academias e locais onde dizia seus poemas enchiam-se de público para sentir a grandeza de alma deste poeta.

Venceu na vida, porque apesar dos parcos anos de vida norteou-se por ideais maiores e tudo fez para os concretizar e sua poesia viverá incólume e indestrutível através dos anos. (Poeta é ETERNO.)
 
Castro Alves deu-nos a medida de uma grandeza fantástica que é ser poeta, os ensinamentos que se retiram da sua poesia podem ser hoje em dia, como o foram na sua altura, rumos de luz que nos podem iluminar. Grande homem de nobres sentimentos teve a dita de nos deixar rodeado por muitos amigos e admiradores e viu a luz do fim na janela ensolarada da VIDA que escolheu para fechar os olhos, para um merecido descanso.
Castro Alves tu não morreste, sente-se o pulsar da tua vida nos teus poemas, ao folhear as preciosidades que nos deixaste apenas podemos dizer:  - Até logo poeta!
Os poetas que ainda andam neste mundo, mandam-te um abraço e sentem que neste dia estão irmanados contigo na tentativa de fazer o bem na poesia, deixar ao mundo algo de interesse como tu o fizeste; Só és Brasileiro de nascença, porque a tua poesia é de todos e o mundo poético, estamos contigo neste dia, no teu Brasil querido.
 

   NAVIO NEGREIRO
Retirado do Verso VI
CASTRO ALVES
 
Auri verde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

António Zumaia
Enviado por António Zumaia em 13/03/2006
Reeditado em 13/03/2006
Código do texto: T122782
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Sobre o autor
António Zumaia
Portugal
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