Matisse

Sonhei

que o peixe voava

e a pomba

da parede despregada

a ele se juntava,

em aéreas volutas

no oceânico balé.

Das flores

extraí

a essência da forma

preenchida

de cor

na ilimitada amplitude.

Mergulhei

no vermelho,

embebi-me

de azul,

no branco

recriei-me.

Nem sombra,

nem luz:

Puro.

(Exposição Matisse Hoje/Aujourd’hui – Pinacoteca do Est. de São Paulo setembro/2009)