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MEU QUERIDO IRMÃO!Norival Apúlio Neves Goulart - Cármen Neves


Luto contra este texto, porque até o exato momento, ainda é muito difícil para eu escrever.
Difícil, por não acreditar que partiste. Difícil, pela dor que estou sentindo.
Repeti muitas vezes aos prantos: é mentira, é mentira, é mentira...quando fiquei sabendo da tua partida.
Inocentemente, pensei que te encontraria num quarto de hospital, em fase de recuperação, quando soube do acidente.
Cruelmente, te encontrei no necrotério, coberto por um lençol branco e uma mancha de sangue abaixo do umbigo que insistia em sair do teu corpo. Neste instante, corri ao teu encontro, beijei a tua testa que já estava fria e a dor que eu senti no momento, era visível através do meu pranto.
Meu querido irmão! Sinta a energia das boas lembranças que tenho de ti.
Lembre-te, do forte abraço que certa vez te dei e das palavras que pronunciei naquele instante: eu te amo!
Sinta a paz, a proteção, e o amor que Deus tem por todos os seus filhos. Assim, compreenderás melhor o ciclo da vida.
Escuta as preces de todas as pessoas que te querem bem, porque elas darão forças ao teu espírito.
Eu sabia que tu eras querido, pelos inúmeros amigos que fizeste nessa tua passagem aqui na terra. Porém, quero te confessar que fiquei surpresa em saber que esse número de pessoas, era muito maior que eu imaginava!
Saiba meu irmão que se eu morrer amanhã, com certeza, em meu velório, não terá a metade do número de pessoas que estavam no teu. E olha que eu tenho 40 anos. Tu só tinhas 24.
No teu velório e no teu enterro, escutei de pessoas jovens e de pessoas idosas, o quanto tu eras: amigo, respeitador, companheiro, feliz e outras qualidades que não consigo lembrar, mas que trouxeram conforto ao meu coração. Estava também, visível no rosto destas mesmas pessoas, a dor e a saudade de ti.
Peço-te!Fica perto da mãe, porque ela te ama e só quer o teu bem. Tu sempre soubeste o quanto ela te amava.
Lembrarei de ti, sorrindo, brincando e fazendo as pessoas ao teu redor, feliz.
Eu te vi naquele caixão, de olhos fechados como se estiveste dormindo, porém a lembrança que guardarei em meu coração é a dos teus lindos olhos verdes, verdes dos campos, verdes do mar, verdes da mais pura esmeralda, abertos para a esperança do nosso reencontro.
 
Cármen Neves.
 
Nota: Ainda parece mentira e difícil demais.
Norival Apúlio Neves Goulart, * 29.05.1982 / + 06.08.2006, acidente de moto. Era o meu único irmão e o mais novo da família. Tenho mais quatro irmãs, sou a mais velha.
Cármen Neves
Enviado por Cármen Neves em 25/08/2006
Reeditado em 13/09/2015
Código do texto: T225135
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Cármen Neves
Cricíuma - Santa Catarina - Brasil, 50 anos
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Cármen Neves