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Vida de Meretriz

Eu sou usada como objeto qualquer
Ninguém me olha como mulher
Eu não sabia que seria assim
Não era isso que eu queria para mim

Ganhar dinheiro fácil, foi o que sempre quis
Fiz uma loucura e virei meretriz
E hoje aqui estou, super-arrependida
Parada no tempo, procurando uma saída

Minha pior tristeza, e que marcou para sempre
Tenho um filho e o pai, é um dos meus clientes
Qual deles eu não sei, não tenho em mente

Que peso guardo na consciência
É como tatuagem, nunca sai
Meu filho não tem uma mãe descente
E vai crescer sem saber quem é o pai

Chegando na esquina o primeiro cliente
Procurando uma de nós para curtir
As vezes rolam discussões
Pois são muitas a competir

E com a exigência de realizar
Todos os seus desejos eróticos
Às vezes usam violência
Fazer o que? Se nada posso

E como qualquer mulher
Eu sonho em ser feliz
Não deixo de ser humano
Porque sou meretriz

O que mais faço é procurar uma saída
Voltar a ser inocente
Como eu queria ao menos um dia
Ser tratada como gente

E lá vou eu com a minha bolsa
E ponho a roupa escrota para trabalhar
Dou um forte abraço em meu filho
Pois não sei se viva vou voltar
Juliana ladeira
Enviado por Juliana ladeira em 17/10/2006
Reeditado em 07/11/2006
Código do texto: T266647

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Sobre a autora
Juliana ladeira
Recife - Pernambuco - Brasil, 31 anos
107 textos (19193 leituras)
22 áudios (1156 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 13:09)
Juliana ladeira