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(homenagem ao saber da sua morte)


Esta noite,
enquanto a noite dormia,
Amália deixou a vida.
Fechou pela última vez
aqueles olhos tão seus,
tão meus,
tão nossos, tão negros!
Na sua garganta
Calou-se a voz imensa,
mas não se calou Amália!
Mulher de vida sofrida
chorava quanto cantava!
Mulher de intensa vida,

Parou

Docemente, num instante
Deixou de ser
Cansada talvez de ser tanto
deixou-nos em denso pranto
fluindo do peito aberto

sofro

não choro a morte de Amália
porque Amália não morreu
amália sofreu a sina
que o próprio Fado lhe deu

cumprido enfim o destino

Amália, do verbo Amar!

6/10/1999

"não sei que paixão, candente como um ferro sobre a birgorna ou que
tristeza mansa como cândida onda que um menino colhesse entre as mãos, erguia o seu
jorro naquela garganta"

Escrevi à margem, na hora da triste notícia, este trecho do poema Pranto
da Filha de Jefté, de Pablo Garcia Baena

Com todo o meu amor.


Lisboa - Portugal

Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 09/11/2006
Reeditado em 09/11/2006
Código do texto: T286894
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
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