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Ode à Lua

Então, foi isso que aconteceu...

Amadurecemos.

Tentei evitar, a incrível dor de crescer finalmente se apossou de nós, já não sinto o mesmo quando nos vemos, não necessito mais de ti como antes,

Ó Lua, antiga companheira das noites solitárias, que o crescer fez perder o brilho, preferia não crescer e te ter eternamente ao meu lado me acompanhando, mas agora é tarde e já fostes.

Ó Lua, vi por ti muitos cairem e a todos fostes fria, passaste ao meu lado e me fizeste companhia quando precisei, mas agora és outra, sou outro, não somos mais os mesmos, não somos mais bons como na época em que éramos suficientes um ao outro, eras capaz de alegrar minha noite com palavras mas agora é tarde e eu sinto tua falta.

Ó Lua, de frente para a máquina, máquina fria e distante como tu as vezes se mostrava, máquina que sem ti não tem vida, máquina que não pulsa mais, me chamas a atenção, sempre serás minha e sempre que o céu me convidar a olha-lo, ao te ver, lembrarei de ti, de nossas noites solitárias, quando ainda era minha.

Enxugo uma lágrima que insiste em cair.

Adeus ó Lua, minha Lua, que sejas feliz em tua trajetória, segue guiando novos andarilhos, me trouxeste até aqui e a ti sou grato, obrigado, sempre estarás comigo, mas agora, pessoas maduras devem dizer 'Adeus'.
Gustavo
Enviado por Gustavo em 10/11/2006
Código do texto: T287378
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Sobre o autor
Gustavo
Jacobina - Bahia - Brasil, 26 anos
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Gustavo