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COMANDO: ANTI-CRACK & Cia Ltda.

Desperto estupidamente
felina, num trem das onze,
com vontade de fazer
souflè de mandioquinha,
das fagulhas que mal crepitam
nos cachimbos de madeira
acendendo e apagando:
por que insistem em
se danificar!?

Meus cabelos
entram em estado de curto circuito
buzinas explodem
na frieza da meia-luz
nas esquinas:

estalos, labaredas
golpes, falta de ar
pausas aos pulmões

a quem ande feito mortos vivos
na tentativa de ´zumbizar´:
Maradonas, anti-heróis
DROGA!!! de crack,
(daí-me sem o santo)
sai de perto, Barrabás!
nada tenho a fazer
se quiser acender
cigarros de capim
o pulmão é seu
não é meu
só te peço
que vire os chinelos
contenha a sola dos sapatos
e coloque os pés descalços
atrás de qualquer faixa amarela
evitando arriscar a vida
(já perdi muitos amigos)
ao longo desta vida...
por isto rabisco nomes,
faço listas
passo a faca e o laser
na miopia da senhora crítica
que terá seus dias contados
vejo folhas encardidas,
fazendo papéis de seda,
virarem pi ca di nhos
verdadeiras cinzas
como que arremessadas
dos prédios
no último dia do ano
de qualquer andar
(ai que T...!?!)

P A T E T I C A M E N T E
quero dar passagem
a luz, vida aos tigrões,
pumas... onças,
feras sobre-humanas
com unhas de gato rajadas...
a percepção de identidade 
é fantasia constante
rasgando novos véus
cartazes al dente
não tenho medo
de cara feia
dos bem encarados
dos mal informados
ficando louca
de prazer
azeda de raiva
alucinada,
para colocar fim a dor
nem se for aos socos,
segure o fígado!
mesmo que tenha
que brigar entre os meus...
claricemente
sem remorsos
sem receios
esvazio o coração

a PALAVRA MANSA
nem sempre alcança
os muros rebocados,
esta na hora de dizer
ao território racional,
sonhador...
um real adeus
aos que insistem
em se colocar dentro do tanque
de formol antes da hora certa...
direcionem os pingos de seus
is!

em favor da palavra Amor
entro nas portas fechadas
túneis de fachadas
barcos furados
e nos banheiros públicos
picho o imaginário

O imaginário, é todo seu
é nosso, é meu
verborragica_mente
está cravado nos
nós das árvores dos jardins botânicos...
NAS VIAGENS
nas árvores que assistem
a jornada dos pedestres
no trafego
da cidade, nas aldeias...
- Até parece!?! desdém?
meu cinema não tem teto
o cimento está sempre fresco
para mais um ou dois
versos travessos
atravessados, mais do que
enjoados

quem trabalha não vê a hora
de entrar em férias
e quem está de férias perpétuas
não vê a hora de empregar
o verbo ser:
- Sou... e você,
o que
virá a ser?!

férias forçadas?

armo forças
fotografo gestos
sobre os tickets de supermercados,

quem critica sentado
a onda não espicha...
se es(preguiça) demais

Aceite meu cordial
boa noite
o meu muito obrigada
durma bem
com os demais anjos
e nua
me jogarei direto
nos braços do buraco
negro
de Morfeu.


Até mais...

São Paulo, 16.08.04
Foto gitana - 
Ana Maria Perez Leal
Rosangela Aliberti
Enviado por Rosangela Aliberti em 11/02/2005
Reeditado em 02/02/2014
Código do texto: T3957
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Rosangela Aliberti
Atibaia - São Paulo - Brasil
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Rosangela Aliberti

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