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Homenagem Póstuma


Apodreceu o cerne
Sentiu o tronco!
Destilou orvalho dia e noite
Nos poros quentes de vontade
Vontade de viver

A raiz lutava
A chuva de vermes
Fustigava...
e a planta soçobrava

Lutou a planta e resistiu
por muito,
Buscou ajuda e recebeu de alguns

A planta mãe abriu seus galhos
e buscou com força proteção

A planta pai, tronco ferido retezou
Também lutou.
Murcharam folhas e caíram
Enquanto o vento fustigava atroz.

A seiva minou
A árvore secava,
Mas a beleza do sussurro
E da luz que irradiava
Revivia e alegrava

Iluminou a selva de concreto
Enquanto soçobrava!
E gorjeava em tons cálidos, gostosos
Aquele pássaro que a planta mágica
Encarnara.

Em simbiose verdadeira
Planta e pássaro enfeitaram
Esse mundo conturbado
Por décadas, por anos...
...
Ai!
Que pancada!

A árvore foi derrubada!
(Enterrada ou cremada?)

E o pássaro?

Gorjeia agora nos ouvidos
Dessa selva de concreto
Que às vezes
Perigosa e indiferente,
Não escuta,
Não entende
Nem pretende!

Ideologia?!?

Procura e busca a tua!
A planta achou.
O pássaro que lembra a planta
Pra te lembrar ficou.

♥♥♥♥♥♥♥

Ouça o áudio:
Homenagem Póstuma
Assista o vídeo:
Homenagem Póstuma

INEZTEVES
Enviado por INEZTEVES em 12/09/2007
Reeditado em 26/03/2012
Código do texto: T648689
Classificação de conteúdo: seguro

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HOMENAGEM PÓSTUMA - INEZTEVES
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Sobre a autora
INEZTEVES
Japeri - Rio de Janeiro - Brasil
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