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     Estas datas que, graças a Deus, trazem um feriadinho pra curtir filhos em casa, preparar um almocinho gostoso, sem o estresse de horários e a correria do dia-a-dia, é bom demais!
     Enquanto preparo a casa e a lasanha preferida dos moços, comovo-me, sei lá porquê, com o hino que acabo de escutar na TV: o hino Rio-Grandense. E o pensamento me faz viajar no tempo,  em que de saia pregueada azul-marinho, riscas de giz, camisa de nylon branca (nossa como sou antiga!) e  gravatinha com o emblema do colégio, perfilada com meus colegas, com ares de importância, cCantava no orfeão (grupo de cantoras, tipo um coral),  no pátio do colégio e soltava a voz
 na hora cívica,  em frente às bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul.
     Sim, eu  cantava com uma voz boa até. Mas a arte do canto ficou lá, na minha adolescência. Só na maturidade é que descobri o gosto pela poesia e, assim, virei poeta. Sei lá. A arte de escrever não é para qualquer um, mas meu ser pede que escreva hoje sobre lembranças, ai dá uma saudade!
     Enquanto eles acordam procuro ler na internet sobre o dia 20 de setembro, este feriado que me faz voltar aos idos de 1970, me faz estudar, lembrar das amigas, tempos bons aqueles...
     No Wikipédia, um site que tem boas informações diz que a Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha,  nomes pelos quais ficou conhecida uma revolução ou guerra regional de caráter republicano contra o governo imperial do Brasil, a então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, resultou na declaração de independência da província, como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense. Foi de 1835 a 1845 : é o conflito armado mais duradouro que ocorreu no continente americano. E o 20 de setembro é a data que se comemora a proclamação da Revolução Farroupilha.
   Em reverência pensei... parabéns gaúchos de todas as querências, filhos de uma nação farroupilha!
      E busquei o hino...

HINO RIOGRANDENSE...

Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
o precursor da liberdade.

Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.

Entre nós revive Atenas
para assombro dos tiranos;
sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos.

Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.

Mas não basta p'ra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.

Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.

     Cantarolei quase que com  a mesma entonação que aprendi no orfeão do meu colégio, muito emocionada. Dei risadas, será que ainda tem atos cívicos nos colégios? Orfeão, nunca mais ouvi falar disso, será que ainda tem? Como o hino é lindo! 
     Acordam os filhos, cheios de fome, o cheirinho da lasanha está no ar, beijinhos de bom-dia e eles nem viram meus olhos brilhando, com as lágrimas das boas lembranças.



Fonte: Wikipédia



imagem disponível google
Soninha Porto Poemas
Enviado por Soninha Porto Poemas em 20/09/2007
Reeditado em 19/09/2012
Código do texto: T660620
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Soninha Porto Poemas
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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