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Iak - O homem das cavernas

Há muito tempo atrás, não tanto tempo assim como você achou que eu quis dizer, mas há muito tempo mesmo, no tempo das cavernas, na pré-história, um homem, das cavernas, chamado Iak, encontrou outro homem das cavernas que estava comendo um pequeno dinossauro das cavernas. Ele chegou para ele e disse:

- Bom dia caro amigo, eu estava passando e percebi que tu estás a degustar um ser que aparentemente tem um gosto suave e que satisfaz a fome que todos nós, seres carnívoros, sentimos.

Como vocês podem perceber, Iak era um homem das cavernas bem diferente, um tanto quanto moderno. Mas quanto ao outro...

- O que que é meu irmão??? o que é que tu quer??? fica aí falando nada com nada, hnén, hnén, hnén...vai deixar eu comer meu bixo aqui ou num vai??? se num vai deixar, então nóis briga agora!

- Acalme-se meu caro,tudo deve estar na paz, tudo deve estar em harmonia...

Ao parecer, nosso amigo Iak usava umas "ervinhas da paz" que se encontrava pelas redondezas. Iak continuou:

- Tudo deve estar em harmonia! Eu pude perceber que você está utilizando um método digamos que muito primário para comer o animal. se você quiser posso conseguir uns talheres de "la cùldiêr".

- cúl de quem?

- cùldiêr, meu caro jovem.

- E qual a diferença desse cúl de ê pra outro qualquer?

- é xique bêin!

- Tu é mais é fresco... vai embora e deixa eu comer a porra desse dinossauro aqui!

- Está bem, vejo que não dá para dialogar com pessoas como você, arrogante!

E nosso amigo Iak continuou andando em busca da cachoeira sagrada. Eu já tinha falado que ele estava procurando pela cachoeira? bem, agora não faz mais diferença. Então, no meio de sua jornada, surge uma mulher das cavernas, com todos seus pêlos suvacais cavernosos e fedorentos, com seu pêlos pulbianos fazendo tranças com os cabelos de seu umbigo e tudo mais. Iak cuspiu no chão, tapou o nariz, mas quando passava ao lado da mulher recebeu aquele tapão na bunda e ouviu ela dizer:

- E aí taradão, rola meia-hora aí???

A mulher dizia aquilo enrolando os dedos no bigode, fazendo uma cara de "a presença de anita". Iak saiu correndo em direção à uma caverna escura e sombria que se encontrava logo adiante. Ele entrou e sentiu um bafo quente, forte, vindo de cima em direção ao seu rosto. ouviu também os passos forte e pesados próximos a ele. Iak achou que era um morcego, mas de repente aquele dinossauro saltou sobre ele e começou a lhe lamber. Ele então disse:

- Tóin Pirulito, você por aqui!

- Claro idiota, eu moro aqui!

Iak realmente havia fumado umas "ervinhas da paz" naquele dia, ouviu até o bixo falar. Então Iak matou seu amigo dinossauro e saiu da caverna. Saindo dela haviam quatro ou cinco homens da caverna reunidos, que na verdade eram seis, abraçando o sétimo que também estava ali tomando conta do oitavo, que era pequeno e estava com o irmão, o nono, amigo do décimo. Nosso héroi chegou até eles:

- Bom dia! O que o senhores fazem por aqui? Pude perceber um ar de tristeza e um tom de frustação em todos. O que sucedeu-se?

O primeiro então lhe disse:

- Rapaz...eu não sei bem como lhe dizer, é díficil escolher as palavras certas mas tudo bem, lá vai: Sua mãe morreu, aquela vadia cretina!

- Meu Deeeeeeeeeeusss!!! Como pôde acontecer??? onde está o corpo?

- Não sei como morreu, só sei que aproveitamos o corpo dela e fizemos uma boquinha...

- Meu Deeeeeeeeeeusss!!!!!!!

- Não se desespere Iak, deixamos os olhos dela...olhe, aqui está.

- Meus Deeeeeeeeeeusss!

Então todos que estavam reunidos soltaram aquele berro:

- VOCÊ ACABA DE PARTICIPAR DAS PEGADINHAS DAS CAVERNAS!!!

Mas já era tarde, Iak já havia sofrido umm infarto e morrido, caindo duro no chão. Todos que estavam por perto ficaram tristes, mas depois uma voz vinda de trás falou:

- Veja pelo lado bom: As Pegadinhas das Cavernas é realmente eficiente.

Então todos fizeram uma festa lá mesmo e serviram como prato principal o corpo de Iak.


FINAL




Obs: Essa é uma história verídica, relatada por uma das testemunhas vividas na época, que deixou escrito em desenhos numa caverna uma mensagem de tudo que havia acontecido naquele dia.







Epa Filho
Enviado por Epa Filho em 26/02/2006
Código do texto: T116443
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Sobre o autor
Epa Filho
Tarauacá - Acre - Brasil, 27 anos
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