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Estacionamento


   Via subir e descer, como quem se faz num trampolin, sem dúvidas aquela merda estava com defeito. O servente de estacionamento que já não sabe se realmente esse cargo é um emprego, tentou segurar mas a tábua o acertou antes mesmo que se pudesse pensar em algo.
   A fila ia aumentando a cada metro que a lua movia, era evidente a agonia do servente. Começaram a soar buzinas, berros é até chineladas voaram. Pobre do servente que nem ler sabia.
   Não existiam carros nas vagas pois preferiam a fila para sair, éramos presos, pobres cidadãos que atrem o azar. Pela janela eu via o cartão daquele estacionamento, ali, sem nenhuma serventia, prepotente, de que adiantava?
   Alguns queriam falar com o gerente. Mas a uma hora dessas devia estar desmaiado de sono, com uma cortesã do lado ou então sofrendo de insônia! Não o culpo, nem o conheço.
   Agora a raiva dos motoristas aumentava, o primeiro começava a acelerar pra cima daquele dispositivo idiota. Alguns davam voadoras, outros cabeçadas e nada saia do lugar. O servente desistiu, ateou fogo e foi deitar-se, nem as chamas surtiram efeito.
r u l
Enviado por r u l em 21/03/2006
Código do texto: T126083
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Sobre o autor
r u l
São Paulo - São Paulo - Brasil, 29 anos
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