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EU E VERINHA




Há muito tempo eu conheço a Verinha, sempre a considerei como amiga, até o dia em que resolvemos acampar em uma praia na região sul do estado do Rio de Janeiro.

Pra começar, acho que no fundo, nunca tive realmente a Verinha como amiga e tão pouco ela com relação a mim, caso contrário, não arrumaríamos um acampamento em praia deserta ainda mais, sozinhos.

Vera é uma menina inteligente, culta e sempre me pareceu tímida com os outros (comigo era diferente). Falava da sua virgindade com a maior simplicidade e honestidade, dizia que o fato de ser virgem era apenas circunstancial, mas que não tinha absolutamente nada contra o sexo antes do casamento. Do meu lado, não vou se hipócrita todo homem tem aquela coisa de tara por mulher virgem e eu não sou diferente. Pois muito bem, voltando ao acampamento, chegamos cedo e aprontamos logo nossas barracas. Pois é, que sacanagem, nós levamos duas barracas..., Dois cínicos! Fizemos nosso primeiro almoço (o acampamento foi programado para dois dias apenas) e nos pusemos a fazer uma caminhada exploradora no meio da mata (mata mesmo). Logo que anoiteceu, abrimos uma garrafa de vinho, não gosto de vinho e nem ela, e começamos a beber. Na verdade cada um levou cinco garrafas, isso sem nenhuma combinação prévia sobre bebidas, logo, chego a conclusão que somos dois sacanas tarados, cheios de segundas intenções. Não demorou muito e logo entramos no assunto sexo. Papo tipo "cabeça", incluindo a importância da liberdade sexual, a posição da mulher na relação livre, o sexo casual, sexo entre amigos e sexo por tesão, muito tesão, sem limites, sem censuras, principalmente entre "amigos", além é claro, dessa coisa de perder a virgindade fazendo sexo por sexo. O problema é que eu não queria passar por um cara mau caráter, me aproveitando, do meu lado, da experiência e por outro lado, da inexperiência dela, para, de alguma forma engana-la, levando-a a perder sua virgindade de forma tão banal e sem compromissos.

- É Verinha, as pessoas se apegam a valores ultrapassados, como se o sexo, por sexo, fosse um pecado mortal. Ora bolas se tenho vontade, se o momento é oportuno, dois corpos pedindo, por que não? Sei lá, as pessoas gostam de complicar uma coisa tão natural, não acha (que canalha)?

- Concordo contigo (mais canalha ainda). Antigamente, ainda tinha aquela coisa de ser mulher, virgindade, medo dos pais, mas hoje... No meu caso, é falta de oportunidade e porque não pintou ninguém legal, até agora.
O diabo é que a vontade já tinha tomado conta de mim, já não pensava racionalmente (coma a cabeça de cima), mas não encontrava um meio de chegar ao desfecho. Por outro lado, ela também dava sinais de loucura total, não agüentava mais, mas também não me ajudava com uma deixa (que coisa, e o que significava aquele "até agora" de minutos atrás?).

- Vera, posso te perguntar uma coisa meio indiscreta (sorriso amarelo e maroto)?

- Claro (ofegante).

- Quando você imagina uma transa, o que você gostaria que o homem lhe fizesse? (pergunta idiota)

- Ah! Sei lá..., tudo..., sei lá, não sei explicar, ah! TUDO!!

- Sabe, uma vez eu fiz sexo com uma mulher (que bom, já que sou meio machista), e a primeira coisa que ela me pediu foi pra lamber os dedos dos seus pés.

- E ai?

- Bem, ah! Como explicar? Peraí, posso te mostrar? Numa boa (que cara de pau).

- Vai, mostra. Não, com calma, sem pressa. Pêra lá, deixa eu te mostrar uma coisa.

Quatro horas depois, ou alguns minutos mais tarde, tinha aprendido pelo menos umas cinco nova posições, além de como usar outros órgãos do corpo como jamais tinha imaginado. Pra falar a verdade, recebi uma aula inteira de sexo daquela virgem, isso mesmo, virgem, já que a menina nasceu em 20 de setembro. É VIRGEM NÉ?
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 23/05/2006
Código do texto: T161481
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
730 textos (54065 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante